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Posts Tagged ‘sociedade’

Não são apenas palavras...

Não são apenas palavras…

A Renata, postou, hoje, no Facebook o seguinte artigo como incitação ou provocação:

Pesquisa pública, publicação privada texto que achei muito bom e que me fez logo tecer comentários… comentários que teci por lá, mas que penso que também merecerem um post por aqui…

O artigo trata do modelo de publicação científica, que é baseado no modelo do sistema escravagista contemporâneo, você paga, você trabalha de graça e quem recebe são os outros, e você acaba pagando novamente para ter acesso à sua própria criação… e escutamos com as mais belas faces sorridentes e doadoras de que é preciso colaborar e fazer trabalho voluntário… que os ganhos são outros… que dinheiro não é tudo…

Tá bom, dinheiro não é tudo…então me mandem mensagem me pedindo o número da minha conta e me passem todo o dinheiro que eu alivio vocês do fardo!

Cito uma parte do artigo original:
“Esse sistema se revela, além do mais, muito dispendioso para a comunidade científica. O contribuinte financia uma pesquisa que o cientista publicará – muitas vezes à sua custa – em uma revista endossada por uma empresa privada, que outros pesquisadores deverão avaliar gratuitamente e que as universidades deverão, em seguida, comprar a preço de ouro. É possível dizer, com efeito, que a literatura científica custa caro. A metade do orçamento de funcionamento das bibliotecas universitárias vai embora nas assinaturas, o que prejudica imediatamente os estabelecimentos menos ricos e tem repercussões sobre as taxas de matrícula dos estudantes”

Se pensarmos bem, é um sistema que merece uma reforma urgente, pois a sociedade já mudou em parte, pelo menos nas questões do acesso, e a remuneração da informação também precisa ser revista, ou melhor, distribuída.

A outra ponta da discussão é o que teria mais valor:  A fonte ou a distribuição?

Os Agentes, as Editoras e as Gravadoras dizem que é a distribuição… pois eles alcançam o grande público… mas sem uma boa fonte o público deixa de acreditar na distribuição.

Nos tempos de broadcast isso podia ser verdade, e o que a distribuidora levava ao publico era, obrigatoriamente, consumido e transformado em sucesso, por falta de opção e com raras excessões pelo valor intrinseco à fonte.

O Monopólio da distribuição dizia o que seria consumido pela sociedade e, com o tempo, essas distribuidoras passaram a se exceder na escolha do que era levado ao público gerando enorme insatisfação sem que gerasse uma real redução de consumo. Aprendemos a reclamar e a continuar pagando…

Ocorreu perda de credibidade, aliás credibilidade é a crise do início deste milênio não é?

Nos tempos de internet a lógica mudou…
A fonte e a distribuição passaram a trabalhar de igual para igual, pois o volume de distribuidores e de fontes cresceu assustadoramente e continua crescendo, já que TODOS passaram a ter esse poder de criar e de distribuir.

Se não tenho boas fontes e se distribuo qualquer coisa, não tenho credibilidade. Se não tenho boas relações e se não produzo algo de novo e de interesse ou que contribua com nicho que vivo e participo não vai adiantar ter ótimos distribuidores.

Penso que atualmente os dois, distribuidor e fonte se igualaram e merecem remunerações equivalentes ou iguais.

Não bastam mais as relações economicas que foram criadas no modelo capitalista ou pelo modelo “anti-capitalista”. Muita coisa vai ter que ser estudada e um novo modelo precisa ser proposto e instituido.

A briga é feia, e muito pessoal… colabora aí para que eu ganhe um pouco mais de credibilidade? Comente!

 

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A melhor série sobre a Segunda Grande Guerra

A melhor série sobre a Segunda Grande Guerra

Faz tempo que eu gosto dos filmes de guerra, principalmente dos que tratam da WWII. Me sinto seguro vendo estes filmes. Lá tem o bom e o mau, o não tão bom e o não tão mau, o que parecia bom e vira mau e o que parecia mau e vira bom.

Simples, fácil.

Temos uma meta, explodir tudo! Eles vão lá e explodem tudo… soldados vão morrendo pelo caminho, mas esse é o preço da vitória do bem sobre o mal, quando acaba a missão ou o filme saímos bem e com a sensação do dever cumprido. Com a sensação de que existe esperança e de que existem pessoas que podem nos proteger apenas porque são abnegadas e o fazem apenas para o bem, o nosso bem.

Esse tipo de filme, apesar da violência e dos rios de sangue me deixa em PAZ. Conheço a história e sei o lado que venceu. Tudo previsível como brincar em uma caxa de areia com os coleguinhas quando temos 8 ou 10 anos.

Esse tipo de filme não me faz pensar além da estratégia e da tática, não tenho que pensar em capitalismo opressor nem em socialismo burocrata também opressor, ambos assassinos. Não tenho que pensar em responsabilidades nem nas famílias dos mortos. Nestes filmes morrem os anônimos desconhecidos de todo mundo, não há futuro para eles.

O mundo deveria ser fácil assim… pena que não é…

A melhor série que trata do ridículo que é a guerra e a má administração

Minha série favorita que trata do ridículo que é a guerra e a má administração

Temos que lutar e nos responsabilizar pela nossa luta, não existem coisas certas e erradas, apenas a visão e opinião individual e a vontade coletiva de pequenos grupos dominantes. Quem está com o poder normalmente pode tudo, inclusive eliminar sua oposição através de demissões sistemáticas (o mesmo que matar se considerarmos que o modo de sustento de uma pessoa e sua família é seu emprego).

Leio em todos os livros mais recentes de administração que o opositor deve ser ouvido, escutado e o consenso deve ser alcançado para um bem maior, a permanência de uma instituição. Mas o que vejo é chefias despreparadas demitindo todos os seus críticos como se eles fossem ameaças físicas.

Leio nos mesmos livros que deve haver transparência entre administradores e administrados, entre gerência e colaboradores, entre patrões e empregados e só encontro retenção de informação e gente tramando por segredos que poderiam ser melhor resolvidos se houvesse confiança entre todas as partes.

O filme de guerra é mais fácil, o sargento grita: “soldado, vai lá e explode aquela merda toda!”

E o soldado vai lá e explode tudo ou morre deixando o trabalho para o próximo da fila… sem dor, simples e sem encher o saco de ninguém, só diversão, sem blábláblá. 

Exemplo de compromisso entre adminstradores e administrados

Exemplo de compromisso entre adminstradores e administrados

Administração tinha que ser mais simples, sociedade tinha que ser mais simples, sem essa coisa pessoal que andaram enfiando em tudo o que fazemos. Como no filme 300, há o compromisso de vitória ou morte para todos, inclusive seu Rei!

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