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Posts Tagged ‘entrevista’

Não sou da área de recursos humanos, mas costumo contratar e pensar no assunto.

Há dois anos tenho participado mais da contratação na minha empresa. Na seleção de currículos e nas entrevistas. Como a minha empresa é pequena, muitas vezes contratar passa a ser uma questão pessoal, próxima.

O que percebo é que o desespero para conquistar uma vaga de trabalho é tanto que o candidato deixa de observar certas coisas…

Não é qualquer vaga de trabalho que serve. Não é qualquer empregador nem qualquer condição. Você tem que ter um mínimo de amor próprio e compostura!

Para começar, quando eu peço currículos para uma determinada função, por exemplo, função específica, serviços gerais ou camareira, eu, mesmo compreendendo que o Brasil está complexo, jamais vou contratar alguém formado, com curso superior, para a vaga. Nem tão pouco contratarei pessoas que não percebem as sutilezas da função ou gente que não consegue preencher um relatório mínimo.

Na hora da entrevista, o que eu quero saber?

Se a pessoa tem disposição e vontade para o cargo que vai ocupar e se a pessoa tem disponibilidade para emergências, para horas extras caso seja necessário… se a pessoa é bem humorada e se ela vai abracar o trabalho com garra e vontade e se a pessoa sabe relatar um problema e busca soluções.

Fica difícil em uma entrevista, você contratar desesperados, que chegam dizendo que fazem qualquer coisa, que precisam demais do emprego.

O desespero impede que a pessoa pense, claramente, que tipo de trabalho vai abraçar e se dará mesmo conta, ou não, dele.

Normalmente, aquele que diz que faz qualquer coisa acaba por não querer continuar o trabalho ou pior, acaba por gerar problemas no ambiente de trabalho pois vai reclamar sua insatisfação aos quatro cantos… insatisfação que, muitas vezes, não se relaciona com o empregador, mas com a própria condição escolhida pelo empregado.

Nenhuma vaga para emprego é para “quem topa fazer qualquer coisa”.

Existem limites, e esses limites quem tem que saber não é o contratante, mas o candidato. Esse não pode acreditar que vai entrar em um lugar para uma função de, digamos, “consertos e manutenção” (nenhum caso específico) e de lá vai atuar na cozinha criando pratos internacionais… este sequer vai ser escutado… se quer trabalho na cozinha, diga que quer trabalho na cozinha… mas não peça para trabalhar na manutenção que é certo que você não vai chegar lá.

Acontece? sim, raríssimas exceções…

Quer um conselho?

Pergunte antes o que querem de você, o que é que você vai fazer, que empresa é aquela e quais são as suas oportunidades futuras naquela empresa!

Algumas funções são mais amplas sim, principalmente em hotelaria, que é o meu ramo atual.

Essas vagas, muitas vezes são indefinidas em termos de cargos, mas não são para fazer qualquer coisa…tem muita coisa prá fazer em hotelaria, muita coisa que ainda nem foi explorada ou percebida. Esse tipo de vaga também exige que o candidato seja mais bem formado. Quando falo em “bem formado” não estou me referindo à cursos superiores ou MBA´s ou mestrados, mas à sua formação pessoal geral, sua cultura e conhecimentos gerais. Cargos com funções mais amplas exigem que você saiba se colocar e se enquadrar buscando os espaços de desenvolvimento na empresa (e para a empresa). Exigem que você encontre as oportunidades.

Oportunidade muitas vezes começa com um pequeno passo, mas pode levar por um longo caminho a um objetivo bem satisfatório. Enxergar as boas oportunidades de longo prazo é uma habilidade fundamental para esse tipo de cargo de função mais ampla e indefinida.

Experimentar e ter experiência são dois outros fatores importantes.

Entender que “o novo” tem que ser experimentado, ajustado, experimentado novamente e ajustado até que dê certo é fundamental. Ter a experiência de que é experimentando que se consegue resolver um problema faz parte… Não estou falando daquela experiência profissional que rotulam na sua cabeça com “ele sabe de tudo” ou “ele tem a manha”.

Penso que a pior coisa do mundo é aquele empregado ( sócio, contratado ou colaborador ) que começa com “isso não vai dar certo, pois já vi que fizeram isso e não deu certo”. Ora… não quero saber se deu certo ou não, eu quero é que encontremos a solução para que isso dê certo e vamos tentar, experimentar e descobrir o que fazer para dar certo.

Trabalho é que nem casamento: todo dia você decide se para ou continua, todo dia tem que valer a pena e todo dia tem problema para resolver… ou você se interessa pela solução do problema ou cai fora.

E, cá entre nós, toda vez que você cai fora de um problema ele não deixa de existir… apenas ele te grita para que você perceba a sua incapacidade de tentar resolver.

 

 

 

 

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