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Cumprindo a promessa feita no Facebook, vou comentar sobre os dois filmes que assisti no DVD no final de semana passado: “True Grit” e “Black Swan

Em português, no Brasil, esses filmes saíram, respectivamente, com os nomes de “Bravura Indômita” e “O Cisne Negro”.

Começo falando do que vi primeiro : Bravura Indômita (True Grit – 2010)

Cartaz Original

Vi neste filme mais uma excelente forma de contar histórias dos irmãos Cohen. True Grit, se traduzido, é um termo que pode querer dizer “cascalho”, “Areia Grossa” ou melhor… “aspereza” … e, se considerarmos “Grit” como verbo, seria “ friccionar” eu daria o nome à esse filme de “Casca Grossa mesmo!” mas iriam achar que é uma comédia…

O filme não tem nada de comédia, mas é mais uma visão impar dos irmãos Cohen sobre o ser humano. No filme os personagens são casca grossa, autênticos e tudo o que se diz hoje em dia de um “verdadeiro grosso”. São pessoas embrutecidas, obstinadas e dispostas a pagar o preço para cumprir seus destinos e realizar suas determinações.

Não há nesse filme a ‘habitual sordidez” dos irmãos Cohen como em “Queime antes de ler” nem a falta de esperança do “Um homem sério”. Imagino que seja por causa da mão do Produtor Executivo Steven Spielberg. Mas o filme não deixa de ser um legítimo Cohen.

Gostei demais de ver o Jeff Bridges falando prácaraio como um caçador solitário cheio de regra e do Matt Damon como um orgulhoso Texas Ranger. Ambos são excelentes caricaturas dos heróis que assistíamos nos filmes de cowboy da década de 60 e dos enlatados italianos da década de 70.

Gostei também de ver os bandidos com a absoluta estupidez que imaginamos que sejam aqueles que saíram da Guerra de Secessão sem emprego e sem capacidade de fazer outra coisa no mundo.

Um destaque para a menina, Hailee Steinfeld, que está brilhante no papel de órfã obstinada querendo vingança e justiça.

A história roda em torno da lei e dos direitos do cidadão, o que apresenta o estadunidense comum como uma pessoa exclusivamente dependente da lei e potencialmente um advogado.

Gostei muito da história e da forma de contá-la. É uma refilmagem de título homônimo que foi encenada por John Wayne em 1969. No anterior quem conta a história é o personagem Rooster Cogburn o US Marschal contratado pela menina para caçar o assassino do pai. Nessa, quem comanda e conta a história é a Menina. Diversão garantida pelos 110 minutos do filme.

Faltou no DVD uma entrevista com os diretores…

Cisne Negro - bela e aterrorizante forma de culpar a mãe!

O segundo filme do final de semana foi Black Swan, ou Cisne Negro.

Em uma palavra: UAU!

Tenso, instigante, triste e dolorido este foi um filme que fez com que a belíssima Natalie Portman merecesse o Oscar que ganhou.

Sem problemas com a tradução do título que os brasileiros não tiveram coragem de inventar uma versão(Deo Gratia) o filme é uma história também bem contada e amedrontadora.

Sempre me pergunto se uma alucinação pode ser são real como as que aparecem nos filmes ou como contam que acontece com determinadas pessoas… Não quero provar que sim nem que não, apenas penso que não acontece comigo e acho isso uma coisa ótima!

Bela Alucinógena

É claro que não é difícil ter alucinações agradáveis com a Mila Kunis, que está perfeita no papel de “quase vilã”. Por outro lado, a história demonstra a velha máxima Freudiana: A culpa é sempre da mãe!

Obviamente uma personalidade fraca sempre sucumbe à uma criação superprotetora de uma mãe frustrada e é essa, na minha visão, a mensagem principal do filme: não escutem suas mães!

Ou melhor, escutem e não lhes dê atenção…

Ou melhor ainda… Lhes dê atenção, mas evitem aceitar esse tipo de imposição psicológica.

A história também foi superhiperduper bem contada, o encadeamento de acontecimentos estimula as idéias do espectador e provoca um envolvimento com a história que faz com que soframos e vivenciemos com a protagonista tudo o que ela sofre.

Saímos com o espanto de saber que a realidade ainda é muito pior que a ficção, mas com o conforto de sabermos que é apenas uma história e não um “filme com base em fatos”. Mas pode acontecer… com qualquer filha única de mãe solteira que faça balé e seja a prima-balerina do Metropolitan Opera House.

Gostei do filme.

Ainda estou pensando nele…

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Tem coisas que acontecem na vida da gente que marcam definitivamente… hoje tá até doendo, eu e minha mulher, sempre atrasados com relação a qualquer coisa da vida social por termos 4 crianças, sempre que temos uma folguinha tentamos colocar em dia, entre outras coisas, as leituras e o cinema.

Até hoje lamentávamos não termos visto o curioso filme de B.Button e o entediante Austrália.

A partir de hoje lamentamos termos visto!

Um filme sofrível bonitinho mal contado

Um filme sofrível bonitinho mal contado

Começamos pelo Curioso caso de Benjamim “Forrest Gump” Button, sem a caixa de chocolates. Um filme possível, bonitinho, mas nada para ganhar nada de prêmio. Quanto mais de maquiagem!

PELAMORDEDEUS!

Nas primeiras cenas com a Daisy (a belíssima Cate Blanchet) a maquiagem não convence, o processo de rejuvenecimento do Brad Pitt também não.

Tá bom, posso estar sendo muito exigente, mas não… aquilo não merecia prêmio nem do Cineclube de Quixabá como melhor filme sonífero.

Um roteiro adaptado fraco, deixando detalhes importantes a colocar e explicando coisas desnecessárias (como na hora do atropelamento da bailarina), vou ter que ler a história original para poder malhar mais…

Depois do Almoço encaramos o Austrália que nos venderam como um romance belíssimo que conta uma história que perpassa a história da Austrália.

Não veja o filme, vá lá que é melhor!

Não veja o filme, vá lá que é melhor!

Puro engodo, essa fizeram para nos sacanear mesmo!

O diretor pensou que estava fazendo um “E o Vento Levou” e acabou sendo levado pela falta de objetividade, nada de romantismo, aventura fraca e trama zero. Tudo tinha ótimas oportunidades de acontecer e nada acontece…

A bela Nicole Kidmam não convence como Lady Ashley, o Volverine não convence como Mocinho Canastrão, o Boromir não convence como vilão.

Nada convence no filme, só a fotografia de belíssimos lugares que você gostará de visitar.

O filme demora a começar, é lotado de obviedades previsíveis demasiadamente ofensivas à inteligência do público.

Pior, o filme termina 3 ou 4 vezes e recomeça como se fosse o personagem corneteiro do Peter Sellers no início do excelente “O convidado bem trapalhão” que, apesar de ter a deixa de que está morto, continuava a insistir em tocar a corneta!

Não consigo aceitar que alguém possa ter falado positivamente ou indicado esses dois filmes, aliás… só deve ter feito isso quem recebeu para fazê-lo ou quem era parente ou querido dos diretores.

E nós aqui em casa desperdiçamos os sons do Djavam!

Para quem desejar críticas favoraveis veja os links: http://www.blogtribuna.com.br/Cinelide/Postagem/Um-olhar-fresco-em-um-rosto-enrugado,67

http://movieblog.com.br/?p=309

Abraços

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