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Posts Tagged ‘critica’

Desde que comecei a ministrar aulas no curso de Comunicação, há mais de 5 anos, eu falo para os meus alunos:

“-Em uma peça de comunicação cada elemento tem que ser previsto, premeditado, nada pode estar lá apenas por que “eu gosto”. Tudo tem mais significado do que se imagina. Se vai colocar uma música em outra língua, traduza, procure seus sentidos ocultos para não ofender ninguém nem gerar problemas prejudicando seu trabalho.”

Penso que o orgulho cega e rompe com a possibilidade de aprendizagem e crescimento pessoal e profissional.

Vou oferecer ao leitor deste blog um exemplo:

Em novembro do ano passado fizemos um Sarau Musical em comemoração ao aniversário de 6 anos da minha filha mais nova. Contratamos um casal de amigos fotógrafos que foram meus alunos,  gente que gosto muito e aprecio o trabalho proposto. Pedimos que eles nos indicassem alguém para filmar o evento e gerar um documento do sarau que ficasse de memória para todos que participaram. Coisa simples, filmar mais ou menos umas 2 horas de sarau e festa e montar uma edição do show em DVD.

As fotos ficaram  maravilhosas, pois esses ex-alunos tem uma boa vista e criam composições boas para esse tipo de evento.

Mas os colegas deles que foram fazer o vídeo, pelamordeDeus!

Para começar, atrasaram na entrega do material final, em vídeo, 20 dias de atraso… ou seja, levaram 50 dias para entregar.

Quando chegaram, trouxeram o que eles chamaram de “clipe dos melhores momentos” um vídeo com 6 minutos e meio, um consensando, em silêncio, com uma musiquinha que eles escolheram para ser “a” música de fundo, para um show e uma festa de 2h…

Ora, como eles, sozinhos, poderiam saber quais foram os melhores momentos? Quais foram seus critérios de seleção? Por que não nos convidaram a ver o material bruto para indicarmos os melhores momentos? Por que entregaram com tanto atraso um clipe de 6 minutos? E por que não fizeram uma edição básica do sarau (show) completo (que foi o que eu disse que era o que eu queria)?

As gravações do sarau em vídeo bruto (sem qualquer edição) vieram em 3 arquivos… o arquivo do início demonstra que ele não captou 2 ou 3 minutos de som… no segundo ele cortou uma das apresentações pela metade… que cobertura de evento é essa? Que não testa a captação do som antes de começar a gravar e que cameramam é esse que deixa a fita se acabar para trocar e perde uma parte importante do show?

Só posso pensar em amadorismo, falta de profissionalismo e irresponsabilidade… mas deixemos de lado minha opinião sobre a conduta técnica da “equipe (nico) de filmagem” vamos ao clipe de “melhores momentos”…

Era um sarau, de uma festa de 6 anos de uma menina…

Sabem a música que eles colocaram de fundo (sem licença ou sem pagar direitos autorais) ?

A nada inocente e nada infantil Maxwell’s Silver Hammer dos Beatles, se você clicar no link e for ler a tradução da letra desta música verá que ela não é nada apropriada para uma festinha de 6 anos de uma menina, nem apropriada á temática do nosso sarau: a música conta a história de um psicopata assassino que mata as suas vítimas com um martelo prateado.

Para quem não entende inglês é uma música bonitinha, parece quase infantil que o editor do vídeoclipe, dos “melhores momentos do sarau”, escolheu para trilha musical.

O que pensar disso?

Que, no mínimo, esse editor é um idiota irresponsável que nada sabe de inglês ou que ele plantou esta música no intuito de nos ofender.

Em qualquer país com uma Justiça, minimamente decente, eles receberiam um processo por danos morais, só pelo atraso,  sem contar com os agravantes de aliciamento de menores, estímulo à violência e mais uma série de outras acusações cabíveis. Não é uma música de “acme ou pernalonga” a letra fala em bater com o martelo em uma cabeça até matar e deixar poças de sangue…

Para quem não conhece a música, aqui vai uma animação, nada infantil, criada especialmente para a música que está no youtube…

Eu não sou moralista, muito pelo contrário, sou libertário ao extremo, mas também não chego a ser um libertino. Quem me conhece sabe que sou um crítico duro e exigente. Não sou perfeccionista, mas acredito na crítica para conceder uma oportunidade de melhora e não acredito no elogio vazio, sem crítica: não existe trabalho perfeito e ninguém é mais criança para ter que só escutar “- Aaaah, que bonitinho, você vai longe!”.

Até as crianças conhecem e sabem sobre os limites de sua produção e sabem, também, que o desenho ou foto que fizeram não são tecnicamente os melhores. Elas reconhecem que não dominam as técnicas. E não podemos pegar pesado na crítica para não bloquear sua capacidade de expressão e sua vontade de continuar tentando. Afinal são crianças.

Mas e um adulto, um profissional pago ou um aluno de graduação?

Bem, eu espero de um adulto a vontade de escutar e a capacidade de rever seu trabalho para obter uma melhoria constante.

De um profissional pago eu espero que tenha a humildade de escutar que uma crítica de um cliente é a única real oportunidade que ele tem para prestar um serviço mais adequado aos próximos clientes e espero a honestidade de que ele devolva a grana de um trabalho mal feito ou feito “nas coxas”.

E do aluno de graduação?

Desse eu espero auto-crítica e seriedade de propósito. Que ele chegue até mim com todos os defeitos que ele enxergou apontados e descritos e as possíveis soluções para que, o próximo trabalho seja melhor elaborado.

Mas esses cidadãos da filmagem não são, nem foram meus alunos. Foram considerados profissionais pagos, péssimos profissionais. Paguei e levei prejuízo.

Obviamente a coisa se tornou pessoal!

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Novos ventos, novos rumos na 29ª Bienal de Arte de São Paulo – 2010

Eis que depois da traumática experiência de ter ido à 28ª Bienal, aquela que considerei “do lixo” e que minha filha vomitou todo seu nojo pela exposição, começo a ler sobre e a ver matérias da exposição deste ano.

Como moro muito longe do “Jardim do Édem” econômico brasileiro não posso simplesmente pegar o carro e ir lá conferir. Tenho que pesquisar muito antes e obter informações que me convençam de que não verei outro lixo como no ano anterior.

Além do mais pretendo levar minha família para ver e não quero que minha filha mais velha vomite outra vez, nem que a minha segunda menina volte com pneumonia, que foi o resultado daquele ano…

Assim, comprei a revista Bravo, acessei o site da Bienal , vi as reportagens dobre a polêmica do artista plástico, Gil Vicente, que se retratou matando políticos nacionais e internacionais, e li sobre a frívola discussão da legalidade ou censura de tais obras.

Autorretrato III – matando Elizabeth II

Autorretrato III – matando Elizabeth II

Destaco também a questão ambientalista pobre sobre levantada contra os urubus engaiolados de Nuno Ramos. Que estão lá para voar ou manter-se parados em postes negros ao som de músicas como Bandeira Branca, Boi da Cara Preta e Carcará uma obra instigante, ousada e literalmente viva cercada por uma polêmica inútil de ambientalistas ridículos que não fazem idéia do que a obra retrata.

Bandeira branca

Bandeira branca

Entrei no site da Bienal que está muito completo com material bem escrito e bem posicionado, todo correto em termos tradicionais. O que considero um avanço ligado a um retrocesso…

Explico:

Avanço… Usar a internet, para apresentar ao mundo a exposição,

aplausos…

Mas retrocesso… Cadê a interação com o público? Por que um lugar, dito de vanguarda da arte possui um espaço de internet que é igual aos impressos que empobrecem a comunicação?

Onde estão os artistas digitais para participar de uma Bienal Digital?

O Site da Bienal deveria ser uma extensão contínua do espaço de questionamento e aprendizagem de arte. Deveria ser um espaço extremamente interativo e “Oiticiquiano” lotado de “Parangolés” para o visitante, mas chegamos no site e encontramos….

um site…

Um tradicional e ultrapassado site, não condizente com a proposta revolucionária da arte contemporânea. (nem condizente com a proposta de interação nascida na internet)

Deveria ser um portal para uma nova dimensão, que espantasse (não assustasse) e surpreendesse positivamente o visitante ensinando-o a conviver com a arte de nosso tempo sem perder visão ou contexto na arte histórica. Aproximando mais o público e dando mais acesso a todos à participação da expressão artística global.

Ninguém fala em arte colaborativa? Arte é só do artista de galeria? Sei que não… mas os que ainda tentam manter o mercado a arte como sendo inacessível e para poucos não perceberam que, na emergente Era da Informação, a arte terá papel importante na economia mundial.

Assim enxerguei que há um novo rumo na Bienal de SP, há uma nova direção, um novo capitão para conduzir o navio… e novos pilotos no leme, o que considero positivo e louvável.

Mas ainda não me convenci a pegar um avião daqui do interiô de MG com a minha mulher e minhas crianças para ir lá conferir. O site da Bienal me informa, por análise do discurso, que ainda não foi superada a forma “velha” de fazer exposições.

Convençam-me, por favor!

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Eu Mídia

Tu Mídia
Ele Crítica
Nós Interagimos
Vós Consensuais
Eles Audiência

Rodrigo Vieira Ribeiro 21-05-2010

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Tem coisas que acontecem na vida da gente que marcam definitivamente… hoje tá até doendo, eu e minha mulher, sempre atrasados com relação a qualquer coisa da vida social por termos 4 crianças, sempre que temos uma folguinha tentamos colocar em dia, entre outras coisas, as leituras e o cinema.

Até hoje lamentávamos não termos visto o curioso filme de B.Button e o entediante Austrália.

A partir de hoje lamentamos termos visto!

Um filme sofrível bonitinho mal contado

Um filme sofrível bonitinho mal contado

Começamos pelo Curioso caso de Benjamim “Forrest Gump” Button, sem a caixa de chocolates. Um filme possível, bonitinho, mas nada para ganhar nada de prêmio. Quanto mais de maquiagem!

PELAMORDEDEUS!

Nas primeiras cenas com a Daisy (a belíssima Cate Blanchet) a maquiagem não convence, o processo de rejuvenecimento do Brad Pitt também não.

Tá bom, posso estar sendo muito exigente, mas não… aquilo não merecia prêmio nem do Cineclube de Quixabá como melhor filme sonífero.

Um roteiro adaptado fraco, deixando detalhes importantes a colocar e explicando coisas desnecessárias (como na hora do atropelamento da bailarina), vou ter que ler a história original para poder malhar mais…

Depois do Almoço encaramos o Austrália que nos venderam como um romance belíssimo que conta uma história que perpassa a história da Austrália.

Não veja o filme, vá lá que é melhor!

Não veja o filme, vá lá que é melhor!

Puro engodo, essa fizeram para nos sacanear mesmo!

O diretor pensou que estava fazendo um “E o Vento Levou” e acabou sendo levado pela falta de objetividade, nada de romantismo, aventura fraca e trama zero. Tudo tinha ótimas oportunidades de acontecer e nada acontece…

A bela Nicole Kidmam não convence como Lady Ashley, o Volverine não convence como Mocinho Canastrão, o Boromir não convence como vilão.

Nada convence no filme, só a fotografia de belíssimos lugares que você gostará de visitar.

O filme demora a começar, é lotado de obviedades previsíveis demasiadamente ofensivas à inteligência do público.

Pior, o filme termina 3 ou 4 vezes e recomeça como se fosse o personagem corneteiro do Peter Sellers no início do excelente “O convidado bem trapalhão” que, apesar de ter a deixa de que está morto, continuava a insistir em tocar a corneta!

Não consigo aceitar que alguém possa ter falado positivamente ou indicado esses dois filmes, aliás… só deve ter feito isso quem recebeu para fazê-lo ou quem era parente ou querido dos diretores.

E nós aqui em casa desperdiçamos os sons do Djavam!

Para quem desejar críticas favoraveis veja os links: http://www.blogtribuna.com.br/Cinelide/Postagem/Um-olhar-fresco-em-um-rosto-enrugado,67

http://movieblog.com.br/?p=309

Abraços

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Pau come solto quando alguém faz uma critica de verdade...

Pau come solto quando alguém faz uma crítica de verdade...

É um absurdo…

Fiz uma crítica a uma peça infantil há uns meses atrás lá no blog da minha mulher e a pessoa responsável pela peça esta semana respondeu… brava, irritada com o que falamos, levando tudo para o lado pessoal, xingou, esperneou, escreveu todo tipo de coisa ofensiva possivel… mas o que achei pior disso tudo foi ela ter errado o meu nome, me chamando de “Vieira de Melo” ao fazer isso ela atribuiu minha crítica a uma outra pessoa,

Outro nome… só pode ter sido prá me sacanear não concordam?

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