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Archive for the ‘Observatório da Imprensa’ Category

O que eu penso sobre o momento histórico brasileiro?

A crise Norte Americana da primeira década deste século foi uma crise de credibilidade, mas credibilidade de capital, perdeu-se o crédito e o país deles lá parou, obviamente em um mundo globalizado, se o dinheiro para de circular por lá, vai parar também em todo o mundo, afinal lá é uma economia forte que lidera grande parte do mundo e muita da crise deles se refletiu em seus países satélites.

Mas não vivemos a crise deles, tivemos algum processo que nos protegeu e a crise deles virou marola para nós.

Atualmente há uma outra crise mundial que está sendo provocada pelas comunicações e pela interação existente na internet.  A velocidade da comunicação e a exposição  à mídia colocam mais informações nas cabeças do povo. Alguma voz está se levantando contra os processos de desinformação e os processos antidemocráticos existentes no mundo. As pessoas acordam um dia e percebem que não podem mais tolerar ditaduras, mentiras, pilantragem de governantes e andam saindo para as ruas, quebrando o pau para dizer :

BASTA! QUEREMOS UM POUCO DE RESPEITO E UMA VIDA MENOS ROUBADA DE NÓS!

Esse sentimento está se alastrando em todo o mundo, através de conversações, de pequenos grupos que vão viralizando e indo para as ruas. Sem lideranças, apenas sincronizados com a ideia de que podem fazer algo diferente. Que brigar por uma vida melhor vale a pena.

 Entendo que o Brasil passa, atualmente, por uma crise sem precedentes na história: Uma crise de percepção.

Percepção em todos os Poderes, em todos os níveis: do Legislativo ao Judiciário, passando pelo Executivo, sem esquecermo-nos do poder da Comunicação, da Mídia, o dito quarto poder que deveria atuar como balança ou fiscal. Chegamos ao grau de negligência máxima, cada pessoa que deveria estar trabalhando para o Povo ter uma vida mais digna, cada representante que deveria estar pensando no que seus representados precisam, cada Autarquia que deveria existir para servir à Nação passou a servir exclusivamente aos seus interesses pessoais imediatos.

Deixaram de perceber (ou nunca perceberam) o que é uma Nação e deixaram de perceber o que o povo precisa.

“Ninguém nos representa” é a frase do ano, é a frase que traduz a crise de percepção.

O povo, através das simples conversas na internet descobriu que as Instituições não trabalham para elas quando precisam recorrer ao Judiciário e não obtém qualquer resposta minimamente satisfatória, quando tem que recorrer à Saúde pública ou privada e também não obtém qualquer respeito às suas necessidades ou atenção à sua pessoa, quando precisam de força policial são negligenciadas sem ter a quem reclamar e vivem com medo das represálias dos bandidos que se vestem de policiais, enfim, a lista é imensa e todos tem um exemplo pessoal da coisa!

As instituições estão em crise de percepção e o povo não!

E o povo foi às ruas para dizer que PERCEBEU QUE ESTÁ SENDO VIOLENTADO EM TODAS AS INSTÂNCIAS E QUE NÃO AGUENTA MAIS.

E quais estão sendo as respostas das instituições?

As instituições ainda estão em crise e, cegas, não perceberam que o problema não é político. É técnico! É uma crise de PERCEPÇÃO!

FAÇAM O QUE É ESPERADO QUE SEJA FEITO POR VOCÊS! É o mínimo. CHEGA DE NEGLIGÊNCIA.

Parem de tentar tapar o Sol com a peneira. Parem de desviar a atenção das pessoas para a política ou para a corrupção. Os problemas políticos e a corrupção são consequências da SUA FALTA DE PERCEPÇÃO das coisas que realmente precisam ser feitas para que haja uma vida melhor para a Nação.

Essa crise de percepção só foi sentida pelo povo por que passamos por um bom período de estabilidade, por que muito mais gente come e muito mais gente tem acesso à comunicação. Quem come pode pensar, saiu da fase de corrida desenfreada pela sobrevivência e pode perceber melhor o que acontece à sua volta.

O POVO NUNCA ESTÁ EM CRISE, AS INSTITUIÇÕES SIM.  ISSO JÁ PERCEBEMOS.

Não represento ninguém, falo por mim, pelo que percebo do mundo. Não uso máscara. Não preciso me esconder.  Se você ainda acha que o sistema funciona, é por que a crise da percepção ainda está te dominando.

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Somewere...

Aqui em casa ontem, logo depois que a empregada pediu demissão apareceu um arco-íris duplo que fotografei… não sei se isso significa alguma coisa, mas na hora que atribuímos alguma ligação entre as coisas passa a valer o significado, não é?

Chuva e mortes na TV.

Comparam-se as chuvas na região serrana do Rio de Janeiro com o terremoro no Haiti. Comparação pobre e tão óbvia que eles colocaram as notícias em sequência ontem no BANDNEWS…

Políticos aparecem, mentindo descaradamente, com declarações do tipo “essa é a pior chuva de todos os tempos” sem que haja comparação ou dados que corroborem a informação… ou do tipo “Nenhuma cidade aguentaria uma chuva destas”, tirando o corpo fora da responsabilidade de ter feito obras para antecipar um problema que ocorre todos os anos ou de não ter fiscalizado as construções irregulares em locais não recomendáveis por causa das encostas e margem de rios… ano passado foi igual em Angra, alguém se lembra?

Os jornalistas fazem descrições banais das cenas apresentadas “Aqui uma garagem cheia de lama e pessoas limpando a garagem, ao lado mais lama, alí um prédio que desabou”, pelamordeDeus, esses caras foram formados aonde?????? São ficcionistas paupérrimos! E jornalistas incompetentes…

Nenhuma informação coletada, nada significativo, mera descrição das cenas que todos estão vendo. Cadê o contexto? Cadê a crítica? Cadê a denúncia? Isso é o “novo” jornalismo?

Do helicóptero uma jornalista filma pessoas acenando para o aparelho e comenta “- Pessoas desesperadas pedem auxílio acenando para o helicóptero”.

Ooh, Dude, your fuck imagination sucks!

A fatalidade não é a chuva… a fatalidade está em duas situações originárias: (1) má formação do jornalista e a pior (2) safadeza político-administrativa.

Completo a fatalidade com mais 2 interesses imediatos ligados às situações: (1a) o lado “financista” das mídias que precisam vender anúncios e apoio político e (2a) Poder Político que aparece como salvador da contingência que é, por fim, resultado da ingerência.

(isso me lembrou a máfia… “-paga que nós vamos te proteger… de quem? de nós mesmos ora!)
Vítima: o povo que morreu ou ficou desabrigado e suas famílias.

Como sempre né?

As instituições que deveriam defender os direitos e interesses do povo se omitem e colaboram para a desgraça. Não se posicionam, não cobram de quem deve ser cobrado, não acionam os mecanismos legais e tratam da situação comodamente como se fosse um terremoto, uma catástrofe natural…

Se alguém quiser acreditar que chuva, que acontece todo ano no mesmo lugar e que causa transtornos iguais de ano para ano, é uma catástrofe comparável a um terremoto de grandes proporções que acredite…azar… mas até para terremoto existe tecnologia que pode ser aplicada em obra pública para proteger os cidadãos (veja exemplos em Los Angeles e Tóquio – )

Eu prefiro olhar para o meu arco-íris e acreditar que ele é uma mensagem divina de que eu fiquei livre de uma péssima empregada e que dias melhores virão!

Eu sou um iludido mesmo…

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No dia 20 de novembro fui com a minha mulher assistir ao filme “Tropa de Elite 2”, depois das desventuras e mal atendimento na recepção do cinema citadas no post anterior, acomodados em nossas cadeiras (sempre gosto de sentar no meio da tela umas 3 filas atrás do meio do cinema, pois penso que neste lugar eu tenho a visão do câmera e sua perspectiva exata), começou o filme da década!

Filme da Década!

Sim, filme da década!

A história do cinema brasileiro terá esse filme como um ponto de referência. Os que gostam de cinema arte dirão: “-que absurdo!” mas os mais pé no chão concordarão comigo que cinema arte só pode ser feito se houver dinheiro… e dinheiro só existe em filme de ação ou filmes populares. Me perdoem os artistas mas arte é para quem é artista, que pode bancar seus filmes ou tem quem banque e nã0 se incomode com dinheiro.

Filme de ação, lotado de senso comum e estereótipos é tudo o que qualquer pessoa quer pagar para passar 2 horas no escuro sem pensar em nada mais que a pura diversão proporcionada pelo cinema.

O filme começa com uma piada excelente que merece ser registrada aqui, mas não literalmente pois não tenho memória para isso: “Apesar de falar sobre fatos reais esta é uma obra de ficção” ou algo parecido.

Dessa forma o diretor e o roteirista se eximem de qualquer interpretação que os leve a um, como direi, processo judicial…

Mas o que interessa no filme? A excelente atuação do Wagner Moura no papel do protagonista e do Milhem Cortaz como Tenente-Coronel Fábio Barbosa que são os perfeitos estereótipos dos policiais que representam, e convencem como tais!

Destaque também a frase popular como “cada cachorro que lamba seu próprio pau!” e para a linguagem usada no filme, um primor de realismo e tudo muito bem colocado.

O roteiro é interessante e o ritmo mantém nossa atenção por boa parte do filme, lá, quase no final dá uma desandada ficando lento perdendo o ritmo para terminar com outra piada… a imagem do Planalto, quase como uma lição de moral (o que levou ao empobrecimento da obra…pois lição de moral é para contos da carochinha).

Bem, quem é político e teve a carapuça enfiada deveria se ofender mesmo e tomar uma atitude: renunciar ao mandato ou suicidar-se, pois tudo o que é dito por lá pode bem ser verdade…

Quem é policial também que se preocupe, uma vez que só deveria existir o lado de quem defende o certo e o bom… e, sendo verdade aquilo lá, a coisa pega.

Ao terminar de ver o filme saí pensando nas consequências… e nas possibilidades.

Um filme como esse, que já é recordista de bilheteria no Brasil certamente influencia a cabeça do povo, nunca é só diversão, tem catarse, tem direção de olhar para a parte simplificada da situação econômica e dos direitos humanos.

Ao simplificar questões tão importantes com a frase “bandido bom é bandido morto” ultrapassamos à questão da justiça que é: quem deve julgar devidamente a questão tirando do cidadão e do policial a obrigação de fazer justiça com as próprias mãos?

Ao simplificar a questão esquece-se que quem sustenta a situação é quem ganha dinheiro com isso, e não é o cara armado de sandalha de dedo e sem camisa na favela que tem condições de ter arma ou dinheiro para fazer aquilo tudo.

Ao simplificar a questão não se olha sobre os consumidores das drogas que pagam para manter a coisa em si…

Alguns dias depois, vejo na TV os ataques e transtornos ao Rio de Janeiro em um violento reality show com direito à imagens aterrorizantes transmitidas para o mundo e leio no twitter gente pedindo para ver assassinatos nas câmeras…

Gente pedindo para que as ambulâncias não cheguem, gente dando palpite de estratégias para matar os bandidos…

Não quero, nem vou julgar os motivos dessas pessoas, mas sei que essas pessoas estão diretamente conectadas ao apelo comunicacional gerado pelo filme, e não percebem a realidade da situação.

Acham que na TV é tudo brincadeira…

Mas vamos à minha análise conspiratória dos fatos:

Estamos entrando em uma área muito delicada…você pode parar por aqui se quiser evitar o confronto com a ficção:

1- Copa e Olimpíadas chegando, muita grana envolvida e muita gente interessada nessa grana;

2- Acordos de todo tipo para “pacificar” o Rio de Janeiro;

3- Filme que mexe com a opinião pública sobre as temáticas de segurança, lealdade das corporações e o funcionamento das Instituições criadas para nos defender e representar;

4- Necessidade de aumento de audiência nas mídias para pagar o décimo terceiro e fazer o lucro de final de ano;

5- Planejamento prévio de ocupação das favelas do Rio para haver uma certa “urbanização” e retirada do controle das milícias e do tráfico;

6- Vazamento de informação de todo tipo…

7- Final de ano chegando e turismo em alta, afinal na Cidade Maravilhosa corre muita grana com turismo nessa época do ano;

Juntando tudo isso à campanha de difamação do Rio de Janeiro que corre solta há anos… eu imagino que:

a- Políticos do Rio querem mostrar serviço

b- Polícia do Rio tem quer mostrar serviço

c- mídia quer dinheiro, seja pela audiência, pelo anunciante ou pelo “calaboca” que o governo do estado e município deve oferecer ou pelo “falabemdemim” que as empresas ligadas ao turismo na cidade terão que investir para recuperar as reservas canceladas.

d- quem distribuiu o filme quer mais gente vendo e pagando ingressos

O povo é mero torcedor/sofredor acredita em tudo sem analisar os fatos e para quem está fora do Rio a cidade inteira é um caos, o que não é verdade, uma vez que na Zona Sul o fenômeno não ocorreu da mesma magnitude que na Zona Norte.

Não digo que foi um caso planejado, isso seria complicado demais para tornar realidade, mas foi uma série de interesses que convergiram para um momento, um lugar e uma data.

Tenho um conhecido que disse que foi tudo perfumaria, que aconteceu onde todo mundo já sabia que ia acontecer e que foi só para aparecer na mídia mesmo.

Eu, particularmente, acredito que a solução é mais simples e ao mesmo tempo impossível de ser alcançada, uma vez que votos e fiéis se conquistam com desgraças e fatalidades.

Resultado: a ninguém interessa a solução real do problema. A questão das diferenças sociais, a questão da droga/tráfico e a questão da marginalidade/criminalidade fazem parte do que alimenta a estrutura da nossa sociedade.

Quem está no topo da estrutura não percebe que é preciso mudar, quem está no meio dela não direciona suas dores e valorespara forçar quem está no topo perceber a necessidade da mudança e quem está na base, além de serer alimento para a estrutura, está tão dentro do problema que não tem força nem possibilidade de convencer a necessidade da mudança.

Por onde começar? Não sei… mas já disseram que é preciso parar de levar o doente para a UTI.

Que saúde social é parte de um processo educacional lento e de implementação de transparência e acesso de todos de forma irrestrita e facilitada às instituições…

Quem poderá nos defender? Quando deixaremos de esperar pela defesa?

 

 

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Mesmo com tantas confusões entre políticos, julgamentos furados, crimes mal resolvidos e desmandos de todo tipo, a verdade está cada dia mais na moda.

O empregado, o cliente, o consumidor, a audiência, o cidadão não dá mais tanta trela às balelas.

Está na hora de começar a demitir os gerentes que escondem resultados negativos de suas administrações, de limpar os espaços de trabalho comandados por gente que não pensa na coletividade, de parar de comprar produtos e contratar serviços de empresas que poluem.

Mas essa atitude, de limpar os espaços depende exclusivamente de cada um. Da atitude individual de recusar produtos e explicações furadas. De parar de escutar lamentos pobres de gente que se faz de vítima na hora que é descoberto.

Ah, ele teve uma vida difícil, família em dificuldades, tudo bem, mas não justifica matar ou passar por cima dos outros.

A “empresa” quis que ele tomasse essa ou aquela decisão, foi a “norma”, sempre a “empresa”, nunca tem nome… ou as normas não escritas nunca tem responsável?

É assim mesmo que os irresponsáveis cometem todo tipo de arbitrariedade prejudicando pessoas, famílias, empresas colocando a culpa nos outros dos absurdos que eles mesmos promovem.

No filme “Advogado do Diabo” o discurso final do personagem do Al Pacino (a personificação que recebe o nome de Milton) ele fala uma grande verdade sobre o assunto: Não é o Diabo quem os leva à fazer as coisas erradas, mas vocês querendo agradá-lo, vocês que pensam que ele se satisfaz através das atitudes maléficas, e quando são pegos os humanos jogam a culpa nele. No mesmo discurso ele diz que a vaidade é o pecado favorito dele, pois a vaidade leva às pessoas à cometer todo tipo de absurdos.

Sim, vamos parar de permitir que as pessoas culpem as estruturas empresarias e do governo de seus atos (normalmente atos que geram vantagens pessoais).

Estamos todos conectados, o mundo, as políticas, a natureza, as pessoas, as empresas… tudo está conectado, o que fazemos ou deixamos de fazer se reflete em tudo o que acontece em nossa sociedade.

Não comprem produtos de empresas que poluem, não vistam camisas de idéias que prejudicam o povo, não escute o choro das pessoas que querem se livrar da responsabilidade de seus atos.

Todos tem a chance de mudar o mundo e fazer diferente diversas vezes por dia, comece já! O fazer igual até hoje não deu certo e, compactuar com o que é errado, para auferir vantagens pessoais imediatas, parece até que pode ser enquadrado como crime de formação de quadrilha!

Pense nisso… mude seu ambiente hoje!

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Prezados,

Este é um post breve que pensei em fazer para denunciar o que se faz para conseguir alto índice de visitas nos blogs, no entanto é um procedimento que considero desleal e superficial.

É só o blogueiro escolher três temas da mídia que estão super na moda e postar uma ou duas frases em seu blog para ter seu blog “bombando” na página dos gráficos de mais visitados.

Os temas da semana são:

Capa da Playboy de aniversário com Cléo Pires

Capa da Playboy de aniversário com Cléo Pires

1- Fotos da Cléo Pires na Playboy: só de eu escrever aqui a frase “veja todas as fotos da Cléo Pires pelada na Playboy” já irá gerar uma quantidade superior a 1000 hits no meu gráfico de visitas.

Policiais investigam o caso

Policiais

2- Outro tipo de frase que hoje deve estar gerando mais visitas que site pornô é a seguinte: “entenda o que a Justiça conseguiu de provas no caso Eliza Samúdio e detalhes do processo”

3- A terceira frase que elevará ao céu as minhas visitas da semana pode ser inspirada nos “Detalhes do atropelamento do filho de Cissa Guimarães

Toda semana uma infinidade de blogueiros lançam mão desses artifícios para aumentar seu número de visitas e tentar conseguir patrocínio para seus blogs.

Se você pretende anunciar em blogs cuidado com os conteúdos dos mesmos. Você pode estar ligando o nome da sua empresa à gente que faz qualquer coisa para tomar o seu dinheiro.

E você que chegou aqui por causa destas palavras da moda na mídia, por favor, melhore sua vida assistindo menos jornalismo televisivo apelativo e comece a ler e a escrever mais, mesmo que seja na internet…

Fica a lição aos desavisados. Obrigado pela visita e deixe seus comentários por favor.

Palavrões serão editados e excluídos dos comentários. 🙂

Abraços

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Hoje cheguei na casa da minha mãe e peguei o jornal para ler.

Ler jornal impresso eu quase sempre leio, mesmo estando de saco cheio de ler o que eles pensam que é interessante colocar lá para que nós leiamos.

Se pegarmos os jornais brasileiros (qualquer um grande jornal do Rio, de SP, ou de MG) e fizermos uma retrospectiva dos, não vou muito longe, últimos 10 anos, só leremos manchetes alarmistas e pessimistas de todo tipo, sem falar nas notícias de violência que deixarei para uma outra oportunidade.

Se o dólar subiu: Desgraça! Tudo vai ficar mais caro, os importadores precisam compensar as perdas e vão descarregar no consumidor!

Se o dólar caiu: Desgraça! Os exportadores terão prejuízo e precisarão de incentivos fiscais ou de ampliação para pagamento de suas dívidas!

Se o dólar ficou estável: Desgraça! O País não cresce e sem crescimento o desemprego aumenta…

Se o PIB caiu: Desgraça! A Economia do País retraiu e haverá desemprego…

Se o PIB subiu: Desgraça! Aumentou o consumo e os preços vão subir…

Se o Banco Central intervém: Desgraça! As reservas do País estão sendo dilapidadas. O Governo não deve intervir na Economia…

Se o Banco Central não intervém: Desgraça! Onde isso vai parar? O Governo precisa intervir…

E vai por assim adiante em uma infinita lista de exemplos, inflação, marolinha, empregos públicos, empregos privados, custo Brasil, agribusiness, montadoras, aço, FMI, Crise Européia, Crise Estadunidense, Ameaça Asiática, H1N1, Alimentação, SUS, Eleição…

um gato tentando se matar por todos os meios possíveis... só faltou tentar o noticiário...

um gato tentando se matar por todos os meios possíveis... só faltou tentar o noticiário...

Os Jornais estão craques (mesmo sendo o Dunga contra craques) encontrar e entrevistar especialistas que apresentam os piores cenários com aquelas caras de “eu falei que ia acontecer” igualzinho a mãe Dinah.

Aprendi na vida que “jornalismo seria publicar o fato”, mas sabemos que os interesses levam às versões do fato e sabemos também que os jornais publicam aquilo que eles pensam que fará as pessoas comprarem os jornais.

Assim o pessimismo da população é alimentado pelas notícias pessimistas veiculadas no jornal. A sociedade, com o jornalismo contemporâneo,  passou a gostar de ver desgraça em tudo… eu acho mais divertido ver conspirações…vou parar de ler jornais e só vou ler blogs de agora em diante.

Aliás… por falar em pessimismo: os blogs são o maior motivo que assombra os jornais de grande porte e os grandes jornalistas constituídos. Blogs estão gerando um sábio pessimismo na profissão entre os grandes, vale ler esse relatório (em português a postagem de blog onde encontrei o material, of course) da  Pew Project for Excellence in Journalism (in english please…)

Mas os pequenos que não forem pessimistas e entenderem o recado… esses sim, terão a chave do sucesso!

Cada um se diverte com o que pode, não é?

Rodrigo Vieira Ribeiro

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Gente, o que há de mais comum é confundir política com retórica e as duas com questões pessoais!

Semana passada, com a divulgação dos elogios da TIME ao Presidente Lula, eu li de alguns colegas e conhecidos, em listas de discussão, de que era um absurdo o Lula aceitar tal elogio, pois era ele que criticava a imprensa internacional imperialista serva do capital…

O Lula não tá errado em criticar a imprensa imperialista serva do capital nem em aceitar um prêmio ou um elogio da mesma imprensa. Aliás ninguém tá errado em criticar outro e depois sentar para comer com ele.

Inimigos políticos não são, necessariamente, inimigos pessoais!

Na hora de um debate só há retórica, os caras em um debate só querem
ganhar a atenção imediata do público, ou seja: só querem passar a impressão de que são melhores.

Lembram da eleição Collor x Lula?

Lula vs Collor 1989

O Lula na época não acreditava que a retórica iria ajudá-lo, pensou
que o povo era consciente (palavra da moda que não possui qualquer significado real e positivo, já que ninguém se conscientiza. As pessoas apenas são responsabilizadas e aí, somente então, tomam uma atitude!)… no meio do debate o Collor usou de todas
as armas retóricas para vencer a discussão e dalí saiu vitorioso como
bom moço e não como um sapo barbudo…

O Collor fez o quê no governo? Fez de tudo muito a ponto de ser levado ao impeachment… e ele hj tá aí circulando e cuidando da tesouraria do PAC… Elle, depois disso,  conseguiu uma série de acordos políticos e não, também não, se conseguiu juntar provas judiciais suficientes de que elle havia roubado qualquer coisa. (não ter provas apenas significa que não conseguiram apresentar e juntar as provas perante à justiça, mais nada gente). Ele deixou de ser inimigo político… e fez mais acordos,  já que uma grande parcela de influência política eLLe tem. No entanto,  por um tempo, elle  saiu de cena deixando aquele aficionado por Fuscas no lugar dele.

Depois veio a eleição FHC x Lula

Lula vs FHC

Os argumentos retóricos na época eram de que seria mais natural um doutor e sociólogo trazer mais justiça social para o povo brasileiro que um “semi-analfabeto alejado” de esquerda, foi o que disseram por aí.

Resultado? 8 anos de retração da economia, sem inflação, mas sem negócios e sem novos empreendimentos, venda de estatais e redução da máquina pública ao nível máximo de ineficiência.

FHC e Lula são inimigos pessoais? Não de jeito algum…

Cansado de perder o Lula passou a acreditar no Poder da Retórica, e a usou em seu favor com a histórinha do Lulinha Paz e Amor… do candidato do povo… E… mesmo com a pressão econômica do final do mandato do FHC com o pulo do Dólar para o patamar superior a 3 reais, (demonstrando que a economia brasileira estava por um triz e o risco Brasil estava elevadíssimo não por causa da ameaça da entrada do PT no poder e sim por que o Neoliberalismo não fez nada pelo povo ou pelo País nem tratou-se do verdadeiro crescimento econômico necessário) o Lula foi eleito depois de fazer uma infinidade de acordos políticos com o centro, a direita e a esquerda extremista se tornando o candidato do consenso (consendo político, mas não do discurso, pois todos os que continuam lucrando com ele e continuam marretando sua existência)

Se todos perceberam bem, o Lula continua permeando os espaços políticos e encontrando consensos. É um político que pode transitar entre os ditadores de esquerda, os ditadores de direita, os poderes econômicos antagônicos e ao mesmo tempo está transformando o Brasil, em um país que se importa com suas camadas menos favorecidas, a um custo baixo.

Roubo é inerente à política e aos políticos, Maquiavel já retratava isso em seu livro “O Príncipe” retórica é sempre usada apenas para ganhar discussões breves e públicas.

O PMDB ainda é o poder maior do nosso País, mais deputados, mais prefeitos… Governar sem maioria é uma arte do absurdo, do consenso e o PT conseguiu nestes 8 anos o que ninguém quis fazer até então… arte do consenso, arte do absurdo, arte do impossível… e o país não entrou na crise e não desapareceu em tsunamis econômicos globalizados… para nós foi tudo uma marolinha mesmo.

Nunca os bancos ganharam tanto dinheiro, nunca os agribusines foram tão promissores, nunca os exportadores ganharam tanto…

Penso que o Brasileiro tem tanto medo de ganhar e ter que deixar de se lamentar que agora tá querendo mudar de governo só para ver a merda toda feder outra vez…

Colocando de outra forma: O PT pegou há 8 anos atrás um governo que ninguém queria mais… só pedreira e merda… Agora é hora de consolidar os ganhos do país e não deixar quebrar tudo outra vez…

Mas retornando aos problemas pessoais: Problemas pessoais se resolvem no analista. Inveja, medo, cobiça, ansiedade, crise de raiva, medo de ser traído são egos infantis que precisam ser arrumados no divã… não na política.

É possível enxergar as coisas boas sobre o governo Lula fora do discurso “do sou contra” ou fora dos xingamentos da obviedade.

É possível criticar questões básicas sem que se pense em generalidades e sem que sejam feitos ataques pessoais desnecessários.

É claro que no meio das discussões por interesses pessoais usa-se de todo tipo de arma retórica para se ganhar… mas isso não faz da pessoa um monstro, isso faz da pessoa apenas um ser do seu tempo, que usa o que lhe é permitido usar…

Cabe a nós eleitores e cidadãos sermos críticos e não nos deixarmos levar pelos argumentos e interesses de outros que não os nossos. Se seus interesses são pela direita, pela esquerda ou pelo centro, por cima ou por baixo defenda-os com unhas e dentes… mas não confunda as coisas como se A, B ou C fossem inimigos mortais ou idiotas completos…

Aceitar as opiniões políticas dos outros sem crítica, sem observar seus interesses e necessidades diretas, abraçar as causas e idéias dos outros é o caminho mais reto para o nazismo!

E nazismo ninguém quer não é?

Abraços

Rodrigo Vieira Ribeiro

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