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Archive for the ‘Administração e Marketing’ Category

Não sou da área de recursos humanos, mas costumo contratar e pensar no assunto.

Há dois anos tenho participado mais da contratação na minha empresa. Na seleção de currículos e nas entrevistas. Como a minha empresa é pequena, muitas vezes contratar passa a ser uma questão pessoal, próxima.

O que percebo é que o desespero para conquistar uma vaga de trabalho é tanto que o candidato deixa de observar certas coisas…

Não é qualquer vaga de trabalho que serve. Não é qualquer empregador nem qualquer condição. Você tem que ter um mínimo de amor próprio e compostura!

Para começar, quando eu peço currículos para uma determinada função, por exemplo, função específica, serviços gerais ou camareira, eu, mesmo compreendendo que o Brasil está complexo, jamais vou contratar alguém formado, com curso superior, para a vaga. Nem tão pouco contratarei pessoas que não percebem as sutilezas da função ou gente que não consegue preencher um relatório mínimo.

Na hora da entrevista, o que eu quero saber?

Se a pessoa tem disposição e vontade para o cargo que vai ocupar e se a pessoa tem disponibilidade para emergências, para horas extras caso seja necessário… se a pessoa é bem humorada e se ela vai abracar o trabalho com garra e vontade e se a pessoa sabe relatar um problema e busca soluções.

Fica difícil em uma entrevista, você contratar desesperados, que chegam dizendo que fazem qualquer coisa, que precisam demais do emprego.

O desespero impede que a pessoa pense, claramente, que tipo de trabalho vai abraçar e se dará mesmo conta, ou não, dele.

Normalmente, aquele que diz que faz qualquer coisa acaba por não querer continuar o trabalho ou pior, acaba por gerar problemas no ambiente de trabalho pois vai reclamar sua insatisfação aos quatro cantos… insatisfação que, muitas vezes, não se relaciona com o empregador, mas com a própria condição escolhida pelo empregado.

Nenhuma vaga para emprego é para “quem topa fazer qualquer coisa”.

Existem limites, e esses limites quem tem que saber não é o contratante, mas o candidato. Esse não pode acreditar que vai entrar em um lugar para uma função de, digamos, “consertos e manutenção” (nenhum caso específico) e de lá vai atuar na cozinha criando pratos internacionais… este sequer vai ser escutado… se quer trabalho na cozinha, diga que quer trabalho na cozinha… mas não peça para trabalhar na manutenção que é certo que você não vai chegar lá.

Acontece? sim, raríssimas exceções…

Quer um conselho?

Pergunte antes o que querem de você, o que é que você vai fazer, que empresa é aquela e quais são as suas oportunidades futuras naquela empresa!

Algumas funções são mais amplas sim, principalmente em hotelaria, que é o meu ramo atual.

Essas vagas, muitas vezes são indefinidas em termos de cargos, mas não são para fazer qualquer coisa…tem muita coisa prá fazer em hotelaria, muita coisa que ainda nem foi explorada ou percebida. Esse tipo de vaga também exige que o candidato seja mais bem formado. Quando falo em “bem formado” não estou me referindo à cursos superiores ou MBA´s ou mestrados, mas à sua formação pessoal geral, sua cultura e conhecimentos gerais. Cargos com funções mais amplas exigem que você saiba se colocar e se enquadrar buscando os espaços de desenvolvimento na empresa (e para a empresa). Exigem que você encontre as oportunidades.

Oportunidade muitas vezes começa com um pequeno passo, mas pode levar por um longo caminho a um objetivo bem satisfatório. Enxergar as boas oportunidades de longo prazo é uma habilidade fundamental para esse tipo de cargo de função mais ampla e indefinida.

Experimentar e ter experiência são dois outros fatores importantes.

Entender que “o novo” tem que ser experimentado, ajustado, experimentado novamente e ajustado até que dê certo é fundamental. Ter a experiência de que é experimentando que se consegue resolver um problema faz parte… Não estou falando daquela experiência profissional que rotulam na sua cabeça com “ele sabe de tudo” ou “ele tem a manha”.

Penso que a pior coisa do mundo é aquele empregado ( sócio, contratado ou colaborador ) que começa com “isso não vai dar certo, pois já vi que fizeram isso e não deu certo”. Ora… não quero saber se deu certo ou não, eu quero é que encontremos a solução para que isso dê certo e vamos tentar, experimentar e descobrir o que fazer para dar certo.

Trabalho é que nem casamento: todo dia você decide se para ou continua, todo dia tem que valer a pena e todo dia tem problema para resolver… ou você se interessa pela solução do problema ou cai fora.

E, cá entre nós, toda vez que você cai fora de um problema ele não deixa de existir… apenas ele te grita para que você perceba a sua incapacidade de tentar resolver.

 

 

 

 

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Acredito que todos vocês concordam comigo que nunca vivemos na Era da Informação, que a Zona do Agrião é mesmo muito mais em baixo…

O que pensávamos ser uma Era de Informação que emergiria como luzes guias para toda e qualquer caminhada intelectual, mesmo que básica, que começasse no primeiro ano do século XXI, pós-moderno, culturalista, liberal após dezesseis anos de crescimento e capilarização, se tornou algo infinitamente pior que uma Torre de Babel…

Sim, escolhemos a ignorância.

A sociedade escolheu, definitivamente a ignorância!

Através de um golpe de mídia, fortemente posicionado, no mundo inteiro, transformou a informação em desinformação e ignorância. Conseguiram destruir cada ágora digital que emergiu como uma “Grécia Eletrônica”no início do século XXI. Parece que foi meio que para provar que a população não pode ter voz nem vez. E que há ainda uma necessidade de construir lideranças que, paternalisticamente, devem conduzir as massas…

Destruídos os elos com a esperança de um mundo mais inteligente somos obrigados a enfrentar as massas ignaras, dirigidas pela desinformação promovida pelas mídias tradicionais.

Não há apenas um dilúvio de informação, como disse o Pierre Levy, há uma avalanche de lama fedorenta solta pela grande mídia que se derramou, no meio da década de 2010, para encobrir tudo com informações falsas, piegas, destituídas de sentido e preparadas para confundir tudo e todos. Transformando inocentes em culpados, culpados em vítimas, vítimas em causas de seu próprio infortúnio… com a final destruição da credibilidade das instituições que, em definitivo, se tornaram espaço para alimentar o ego (e encher as contas bancárias) de seus dirigentes.

No final do ano de 2013 já intuíamos, no mundo inteiro, que NINGUÉM NOS REPRESENTA. Hoje temos certeza de que ninguém NUNCA NOS REPRESENTOU.

Mas essa introdução toda se deve a uma coisa pessoal… um processo seletivo.

Atualmente vivemos uma situação de desemprego imensa. É só anunciar uma vaga que chove currículo, mas currículo de todo tipo… sem experiência, sem qualificação, com excesso de qualificação, com longa experiência em outra área não afim, gente nova que nunca teve emprego, gente que está desempregada há 2 anos, gente que ficou desempregada agora, mas que já está em uma idade mais avançada…

Enfim, selecionar um para um trabalho é deixar milhares de fora… coisa pessoal, delicada e complexa demais.

Aí, o profissional de RH, da empresa, publica uma nota chamando candidatos. Uma nota pequena e veiculada nas mídias sociais quase a boca pequena… resultado?

250 currículos e uma série de pedidos, súplicas, orações, ordens, ameaças, exigências, xingamentos…

Cara, que doido!

O nível da galera tá brabo demais! É assustador!

Poucos apenas tratam de mandar seus currículos, muitos exigem a vaga!

Um diz que é amigo do dono e quer o emprego para a esposa dele, outro começa a fazer troça sobre a vaga, um outro diz que não há justiça no processo seletivo… Sem nem saber quais são os parâmetros ou os motivos, muita gente já agride o RH antes de saber se tem ou não alguma chance (se não tem chance se retira, mas agredir?)… E olha que é para um cargo que exige pouca qualificação… imagino nos grandes cargos…

Mas porque presenciamos esse estado de coisas?

Penso que é porque as pessoas não sabem mais que emprego é uma relação de troca. De ganho mútuo e, antes de conseguir o emprego, sem saber quem é o patrão, ou sem nem saber qual que é a remuneração, ou as vantagens ou possibilidades de poder trabalhar naquela empresa, já começam a gritar e pior, a exigir direitos que ele ainda não tem!

Acredito que o nível de desinformação, aplicado sobre a população, anda tão alto que é impossível para o cidadão saber, ao certo, o que é direito e o que é dever. Não conseguem enxergar mais as vantagens ou ganhos reais pois, limitados pela visão pessimista das grandes mídias e das religiões de ocasião, se tornaram incapazes de ver algo positivo em um trabalho ou um emprego e só passa pelas suas cabeças gritar, exigir ou implorar…

Depois do Caos… virá um Caos pior… dirão os otimistas.

Eu digo que é hora mesmo de acordar para colocar ordem no caos e desligar as TVs…

Levanta-te e anda!

 

 

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O que eu penso sobre o momento histórico brasileiro?

A crise Norte Americana da primeira década deste século foi uma crise de credibilidade, mas credibilidade de capital, perdeu-se o crédito e o país deles lá parou, obviamente em um mundo globalizado, se o dinheiro para de circular por lá, vai parar também em todo o mundo, afinal lá é uma economia forte que lidera grande parte do mundo e muita da crise deles se refletiu em seus países satélites.

Mas não vivemos a crise deles, tivemos algum processo que nos protegeu e a crise deles virou marola para nós.

Atualmente há uma outra crise mundial que está sendo provocada pelas comunicações e pela interação existente na internet.  A velocidade da comunicação e a exposição  à mídia colocam mais informações nas cabeças do povo. Alguma voz está se levantando contra os processos de desinformação e os processos antidemocráticos existentes no mundo. As pessoas acordam um dia e percebem que não podem mais tolerar ditaduras, mentiras, pilantragem de governantes e andam saindo para as ruas, quebrando o pau para dizer :

BASTA! QUEREMOS UM POUCO DE RESPEITO E UMA VIDA MENOS ROUBADA DE NÓS!

Esse sentimento está se alastrando em todo o mundo, através de conversações, de pequenos grupos que vão viralizando e indo para as ruas. Sem lideranças, apenas sincronizados com a ideia de que podem fazer algo diferente. Que brigar por uma vida melhor vale a pena.

 Entendo que o Brasil passa, atualmente, por uma crise sem precedentes na história: Uma crise de percepção.

Percepção em todos os Poderes, em todos os níveis: do Legislativo ao Judiciário, passando pelo Executivo, sem esquecermo-nos do poder da Comunicação, da Mídia, o dito quarto poder que deveria atuar como balança ou fiscal. Chegamos ao grau de negligência máxima, cada pessoa que deveria estar trabalhando para o Povo ter uma vida mais digna, cada representante que deveria estar pensando no que seus representados precisam, cada Autarquia que deveria existir para servir à Nação passou a servir exclusivamente aos seus interesses pessoais imediatos.

Deixaram de perceber (ou nunca perceberam) o que é uma Nação e deixaram de perceber o que o povo precisa.

“Ninguém nos representa” é a frase do ano, é a frase que traduz a crise de percepção.

O povo, através das simples conversas na internet descobriu que as Instituições não trabalham para elas quando precisam recorrer ao Judiciário e não obtém qualquer resposta minimamente satisfatória, quando tem que recorrer à Saúde pública ou privada e também não obtém qualquer respeito às suas necessidades ou atenção à sua pessoa, quando precisam de força policial são negligenciadas sem ter a quem reclamar e vivem com medo das represálias dos bandidos que se vestem de policiais, enfim, a lista é imensa e todos tem um exemplo pessoal da coisa!

As instituições estão em crise de percepção e o povo não!

E o povo foi às ruas para dizer que PERCEBEU QUE ESTÁ SENDO VIOLENTADO EM TODAS AS INSTÂNCIAS E QUE NÃO AGUENTA MAIS.

E quais estão sendo as respostas das instituições?

As instituições ainda estão em crise e, cegas, não perceberam que o problema não é político. É técnico! É uma crise de PERCEPÇÃO!

FAÇAM O QUE É ESPERADO QUE SEJA FEITO POR VOCÊS! É o mínimo. CHEGA DE NEGLIGÊNCIA.

Parem de tentar tapar o Sol com a peneira. Parem de desviar a atenção das pessoas para a política ou para a corrupção. Os problemas políticos e a corrupção são consequências da SUA FALTA DE PERCEPÇÃO das coisas que realmente precisam ser feitas para que haja uma vida melhor para a Nação.

Essa crise de percepção só foi sentida pelo povo por que passamos por um bom período de estabilidade, por que muito mais gente come e muito mais gente tem acesso à comunicação. Quem come pode pensar, saiu da fase de corrida desenfreada pela sobrevivência e pode perceber melhor o que acontece à sua volta.

O POVO NUNCA ESTÁ EM CRISE, AS INSTITUIÇÕES SIM.  ISSO JÁ PERCEBEMOS.

Não represento ninguém, falo por mim, pelo que percebo do mundo. Não uso máscara. Não preciso me esconder.  Se você ainda acha que o sistema funciona, é por que a crise da percepção ainda está te dominando.

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Já pensou se ainda ganhássemos maçãs?

quer uma maçã?

Não sou economista, mas penso muito sobre o assunto..e isso não me faz mais que um curioso.

Como disse George Bernard Shaw:

“Se você tem uma maçã e eu tenho uma maçã, e nós trocamos as maçãs, então você e eu ainda teremos uma maçã. Mas se você tem uma idéia e eu tenho uma idéia, e nós trocamos essas idéias, então cada um de nós terá duas idéias.”

Gosto dessa frase porque ela demonstra que o capital inerente ao conhecimento e à informação tem mais valor para a sociedade que o capital inerente aos bens de consumo e aos bens duráveis. A troca de informações e a colaboração gerariam mais recursos que a troca ou produção de produtos de consumo ou bens duráveis.

Penso que essa frase define o valor da internet.
A interação entre conhecimentos e saberes permitiria a possibilidade de uma distribuição mais ampliada de renda através da troca de expertises locais e globais e também aumentaria a possibilidade efetiva de ampliação do capital mundial ou PIB.

Esse fenômeno foi demonstrado na bolha da bolsa o final da década de 90 e depois no crescimento constante e “seguro” da NASDAQ na primeira década do séc. XXI.

Percebi que a crise de “credibilidade” americana da última década foi minimizada pela possibilidade de fluxo de informação global neste mundo altamente conectado  que, na verdade, atuou como uma descarga de problemas distribuindo o prejuízo por todas as bolsas de valores e empresas de resseguro do mundo, alcançando e levando essa crise à todas as economias nacionais conectadas de alguma forma com a economia Estadunidense.

Em contrapartida os Países menos atingidos pela crise, foram aqueles que, naquele momento, estavam com seu capital mais ligado à produção de bens de consumo e bens duráveis, como o Brasil por exemplo.

Economia Global

O que eu concluo da relação Internet/Economia da Informação-conhecimento versus Economia tradicional é que a credibilidade sobre o “palpável” é menos abalável que a “credibilidade sobre as ideias trocáveis”.

No entanto, esse capítulo da história nos permitiu perceber que as relações de transparência entre governos em um mundo altamente conectado são fundamentais e que a credibilidade, em um mundo assim, é mais volátil e depende de relações confiáveis e intenções mais honestas e duradouras.

Que venha o mundo novo, mais justo e mais honesto, com informações e governos mais confiáveis!
Uma proposta e uma pergunta pessoal: Vamos trocar ideias ou maçãs?

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Hoje, ao chegarem as estatísticas deste blog oferecidas pelos duendes do WordPress, me dei conta de que postei muito pouco por aqui em 2012. No entanto, tendo apenas 4 postagens durante o ano fui visitado cerca de 11mil vezes… mas não me iludo, obviamente mais da metade disso devem ser originárias de robôs de busca e tentativa de spam…

Mas senti isso como um alerta, tenho usado demais o Facebook e postado muito mais por lá do que por aqui.

A minha atitude com meus blogs talvez demonstrem alguma coisa importante…

Um blogueiro não tem satisfação em apenas publicar, ele precisa do comentário, da crítica e do debate. Bom… pelo que tenho visto, da crítica não, e o debate também só serve se o blogueiro for elogiadíssimo e for um debate de quem acha mais coisas geniais na escrita do blogueiro… mas posso estar enganado.

Eu não sou assim… preciso do comentário, da crítica e do debate. Eu provoco… eu gosto de receber retorno nas minhas provocações.

O que eu percebi neste último período é que o Facebook me dá resposta mais imediata, e lá eu posso caçar outros para perturbar e gerar discussões acaloradas.

Nos últimos 8 anos que tenho blogado e postado na rede, passei por diversos serviços de blog e por redes diferentes, participo de vários grupos de discussão, listas de e-mail e redes pessoais. Criei muitas redes de aprendizagem com meus alunos em muitos serviços que me deixaram na mão com o tempo. Serviços ótimos que foram descontinuados e me fizeram perder histórico de portifólio e discussões interessantíssimas (pelo menos para mim…).

Minha primeira perda significativa, e decepção, foi com o Ning, que deixou de ser gratuito e me obrigou a fechar 3 comunidades que eu tinha lá, a mais usada com meus alunos era a  “Cibercultura, Midias Locais e Mídias Globais” que eu usei no curso de comunicação para lecionar duas disciplinas que exigiam prática e contato com a rede e com as suas possibilidades para a comunicação, publicidade e propaganda. Outra comunidade que perdi foi a que criei com a dona da Escola Doce Infância, onde minhas crianças estudavam, essa comunidade Ning mantinha um registro de produção das crianças em sua aprendizagem e ao deixar de ser gratuita, perdeu muitos recursos que para serem adicionados à rede tiveram custos proibitivos e finalmente a terceira perda, se não a maior, foi a comunidade Ning que criei para a minha pesquisa de mestrado, foi uma comunidade intitulada Radio Jovempam – da Escola Municipal Professor Amilcar Martins (EMPAM – BH) era uma comunidade que serviu para armazenar os podcasts dos jovens que participaram comigo da pesquisa. Com a mudança de política do NING eu ainda paguei o primeiro ano mas eles foram restringindo o espaço e retiraram as features de vídeo e audio que eram as únicas que me interessavam na rede.

Assim, perdi 5 anos de trabalho na rede e de um portifólio rico e diversificado de trabalho educacional na Educação Infantil, no Ensino Fundamental e no Ensino Superior.

Depois, este ano, fechou o Multiply, este era meu blog mais antigo que tive que migrar para o blogspot, mas perdi a rede de amigos que frequentavam e me davam audiência e assunto para discussão. Os dados foram preservados mas as relações se perderam, o que perdi em todas elas foi principalmente minhas conexões ligadas por algum interesse comum.

Hoje o Facebook está na moda, tenho postado muito por lá, mas não sei até quando o serviço existirá, nem se o histórico da minha timeline será preservado…Penso que em comparação com os serviços originais e gratuitos do Ning o Facebook não chega aos pés, e com o formato de interação do Multiply tb deixa muito a desejar. O facebook é fastfood… postagens curtas, discussões efêmeras, temporárias. Assim também são as relações no FB.

Bloqueia-se, limita-se e perdem-se contatos por meras e frívolas discordâncias.

Mas no dia que outro serviço tomar o lugar do FB, tudo estará perdido novamente… outro fim de mundo.

A rede tem que mudar, os serviços não podem depender de uma empresa ou de uma determinada pessoa.  Os espaços individuais precisam se tornar serviços e as redes precisam ser pessoais, não mais um espaço de uma empresa que ganha com a nossa presença, com custos e necessidades de ganhos de capital.

Redes de Colaboração P2P

Redes P2P

Como antigamente, que as redes eram feitas e registradas por cartas, que eram guardadas por pessoas em suas casas, a nova rede eletrônica deverá ser seus custos shareados por governos e pessoas que guardarão seus próprios dados e os divulgarão e debaterão com quem acharem que forme a sua rede. Sem centralizações ou controle. Controle individual e trabalho de wiki, custos divididos e ganhos divididos. Tudo isso em uma rede P2P onde controle será seu e não dos outros…

Hora também de começar a pensar na remuneração da colaboração de todos e não apenas centralizar e lucrar com a participação de pessoas em seus espaços que serão fechados por falta de uso ou por falta de ganhos financeiros. Penso que o tempo da audiência acabou, agora é o tempo da participação no todo, no bolo… todos contribuem e todos ganham e ninguém mais ficará assistindo.

Sempre foi e sempre será uma coisa pessoal, é você quem é o maior interessado no que diz e é você quem tem que cuidar do que publica e receber por isso.

Abraços e feliz mundo novo!

Rodrigo

 

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Você já deve ter pensado nisso… que algumas estruturas administrativas são pensadas especialmente para te sacanear.

Eu já pensei nisso e cada dia que passa eu penso confirmar a existência desta estrutura mística que sempre está criando formas e maneiras de te colocar para baixo.

Um exemplo… você não imagina que existe um grupo de pessoas que ficam pensando, lá no banco onde você tem conta, a melhor forma de te sacanear sem que o banco seja processado ou culpado de alguma coisa… eu, tenho sérios indícios que podem confirmar essa possibilidade.

Hoje eu precisava tirar R$130,00 reais no banco… 50 para fazer um pagamento e 80 para fazer um depósito… ora… resolvi que pegaria os exatos 130 reais no caixa eletrônico, pois se eu pegasse 150 eu teria que trocar…

Não é que a máquina conseguiu me sacanear? Me deu uma nota de cem mais 30 reais… e eu tive que trocar a grana na padaria… estou certo que alguém pensou nisso… olha se o cara pedir 130 dá uma de cem para ele ter que trocar!

Outra forma boa criada para te sacanear é o tal do ponto de taxi… você liga para lá e na hora que você mais precisa nunca tem um carro sequer no ponto.

Em serviços públicos tá lotado disso… se você erra um pagamento… multa, juros, o inferno a quatro… se o governo erra um pagamanento você simplesmente não pode fazer nada. (nada que não te sacaneie mais é claro… pois nem pense que entrar na justiça irá te ajudar em alguma coisa… você entra sim… mas para receber vai demorar tanto e vai custar tão caro que dependendo do valor nem compensa)

Já passei por isso…

Experimenta uma coisa… liga para um SAC qualquer com uma reclamação… os caras vão te deixar louco. Dirão que não podem fazer nada pois não tem autorização para tal.

Minha mulher já passou tanto perrengue com o SAC da Abril que é coisa que ninguém acredita se eu contar… querem que eu conte, né?

Tá… eu conto.

Nós tínhamos assinatura da Revista Recreio para as nossas crianças. Acontece, que para sacanear o assinante, a revista por assinatura faz com que o assinante, que pagou adiantado pelo privilégio de receber toda a coleção sem depender do jornaleiro, não receber as edições especiais da revista. Lançam as edições especiais e não nos enviam… algumas coisas só na banca.

Se fosse por causa de dinheiro eles podiam oferecer via boleto extra, mas não… nem avisam que vai sair a tal edição extra. Mas não é só isso… ao assinar você fica preso a eles de uma forma que só gritando no telefone do SAC que vc consegue cancelar a assinatura. É só para te sacanear mesmo!

Minha mulher reclamou sobre o assunto das edições extra e, sabe o que eles fizeram? NADA. O marketing da Abril não deve ser conectado ao Call center deles… nenhuma informação negativa é passada… talvez apenas as gravações de um cliente passando raiva para que eles possam rir durante suas reuniões de brainstormimg e criar novas formas de nos sacanear.

Call center deve ganhar prêmio por irritar mais seus clientes… só pode ser isso. Não fosse assim por que eles seriam tão negligentes, irritantes e evasivos? Qual é o interesse da empresa em irritar seus clientes? O que eles ganham com isso?

Nenhum atendente do SAC sabe resolver nada nem pode resolver nada, apenas deixar o cliente irritado.

Gente… me diz que eu tou errado dessa vez, por favor!

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Não sou filósofo, nem vou discorrer aqui sobre significados do termo, outros já fizeram isso melhor que eu e você pode encontrar no pai dos burros online Wikicionário ou procurar um filósofo que o ajude…

Meu tema aqui hoje é basicamente marketing… sucesso ou fracasso profissional/empresarial.

Começarei com uma premissa errada: “O povo é burro mesmo” não sabe dar valor às melhores coisas que aparecem. Apenas uns poucos conseguem dar valor ao que essa empresa(pessoa ou produto) oferecem!

Pensador de Rodin...

Ao mesmo tempo os cases de sucesso são completas e totais falácias e quase nunca descrevem o verdadeiro motivo do sucesso (tenho razões para acreditar que, ou eles não sabem o motivo, ou não querem dizer).

Tenho diversos exemplos básicos, alguns ocorreram bem perto de mim ou até comigo mesmo…

Tive um cliente que trouxe para o Brasil um produto inovador em 1996, uma balança eletrônica que era o “bicho” de avançada, media massa gorda, massa magra, peso ideal… e o cliente não conseguiu vencer a balança tradicional, mesmo em um grande centro como o Rio de Janeiro. O cara era bom vendedor, dedicado ao produto e fez um trabalho de base muito bom.  Mas não deu certo na época. Ele dizia que era como se ele estivesse vendendo Eisbein no pé do São Carlos.

Se fosse joelho de porco com repolho estragado ele vendia como água… mas Eisbein, necas de pitibiribas! Povo burro, dizia ele…

Já estive apresentando trabalhos com características de inovação que desenvolvi e o cliente não aceitou, preferiu as opções “careta-formulinha”. Já desenvolvi um projeto e apresentei uma proposta muito avançada sobre supermercado online que estão na gaveta por não ter investidor.

(se, você, leitor, tiver hum milhão de reais, que pode ser investido em 12 parcelas mensais, e deseja desenvolver um empreendimento online de compra e venda de produtos de supermercado completamente inovador fale comigo que o projeto está pronto e só precisa de capital para implementação)

Na época, 1997, o gerente de informática de um supermercado que toparia realizar o investimento, disse que fazer a coisa em LINUX seria um absurdo… que não seria possível desenvolver e que ele só aceitaria se fosse em outro sistema operacional mais conhecido… hoje linux é o que é… muito melhor e muito mais seguro, mas… inovador é sempre uma coisa para quem tem coragem e não para quem vive à sombra de cópias…

Um carro de conceito, por exemplo,  é uma parafernália que nunca funcionou nem nunca vai funcionar, feito para que o público (leia-se trouxas) acredite que, ao comprar o carro velho de projeto ultrapassado e inseguro, que está aí nas lojas, ele está comprando o sonho do futuro e a tecnologia de ponta…

Mas voltemos ao caso da extemporaneidade e do marketing…

Recentemente presenciei um caso em uma escola. Uma escola pequena, com uma proposta extemporânea, menos de 14 crianças por turma, muita liberdade, muita provocação para o estímulo da aprendizagem, trabalho por projetos, liberdade de expressão, participação (solicitada e aceita) dos pais, viagens riquìssimas em conteúdo e forma, professores competentes, dedicados, propostas de uso de computador e internet em sala de aula, produção de conhecimento por parte da criança que descobre e faz, atendimento individualizado, avaliação individualizada, crianças ricas em conteúdo e materialmente, todas bem apoiadas pelos pais. Em uma casa espaçosa e confortável. Tudo para dar certo…

A concorrência tem 40 alunos por turma, não permitem o aluno se expressar, cheios de regras rígidas de comportamento, intervalos de recreio  exíguos (afinal eles estão lá para aprender), os professores “dão matéria”, o sistema é de produção/fábrica de aluno e a escola ainda diz que é a melhor… todos dizem… o problema, para mim, é o povo acreditar.

Neste lugar em que vivo, planeta terra, o povo já gosta de uma picaretagem… você apresenta uma proposta inovadora, demonstra que ela dá certo, mas o povo prefere as promessas encantadoras… seu filho vai passar no vestibular! Por mágica… aliás… como se passar no vestibular hoje em dia fosse algo ainda impossível como era há 30 anos atrás…

Mas na fantasia dos pais ainda é. E o picareta se utiliza das fantasias que estão em nossas mentes para nos atrair e nos roubar.

Sim, roubar… pois educação é uma coisa muito séria. A escola que estimula o aluno a ser rebanho está roubando a chance do aluno de mudar sua condição social e de crescer economicamente. Rouba a oportunidade de transformar a criança em um ser melhor e rouba a oportunidade da sociedade se tornar melhor.

Para quê?

Para manter as pessoas em seus lugares e a picaretagem poder continuar em todos os níveis… da vizinhança à política.

Mas retornando ao marketing… a escola é maravilhosa sim, inovadora sim, e o marketing dirá que a proposta é para um nicho que não existe neste lugar (entenda lugar como local físico, como época/espaço-tempo e como agrupamento de pessoas que ocupa o lugar).

Se você quer sucesso de marketing pegue seu produto/serviço maravilhoso e inovador, coloque nele uma cara de picaretagem, que o cliente perceba que é o que ele considera valor para as massas, apresente seu produto inovador como se ele fosse banal e igual a todos, crie historinhas de sucesso e mitos em volta do seu produto/serviço, estimule a cobiça e a inveja de todos com tratamentos diferenciados para clientes vip, alimente seu orgulho pessoal e se posicione como doador  e espere seus cofres encherem.

O mundo não está pronto para aceitar idéias inovadoras. Ninguém quer nada novo. Só se deseja o que o outro tem… mesmo sem saber o que é nem para que serve.

A propósito… os grandes artistas, filósofos, cientistas foram extemporâneos. Quase todos só foram reconhecidos após sua morte.

Cases de sucesso são grandes mentiras escritas de forma bonitinha para pegar trouxas. O que funciona em marketing é o fazer igual… quem faz diferente é crucificado.

Cases de sucesso?

 

 

 

 

 

 

 

 

O povo é burro mesmo… e mais burro ainda é quem não faz apenas o que o povo quer.

Lamento, mas é a lei do menor esforço e do maior lucro… se você quer algo diferente disso, junte-se a mim e construamos um nicho de pessoas extemporâneas que desejam um mundo mais justo e um marketing mais verdadeiro como no manifesto Cluetrain.

Abraços

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