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Archive for janeiro \26\UTC 2013

Não são apenas palavras...

Não são apenas palavras…

A Renata, postou, hoje, no Facebook o seguinte artigo como incitação ou provocação:

Pesquisa pública, publicação privada texto que achei muito bom e que me fez logo tecer comentários… comentários que teci por lá, mas que penso que também merecerem um post por aqui…

O artigo trata do modelo de publicação científica, que é baseado no modelo do sistema escravagista contemporâneo, você paga, você trabalha de graça e quem recebe são os outros, e você acaba pagando novamente para ter acesso à sua própria criação… e escutamos com as mais belas faces sorridentes e doadoras de que é preciso colaborar e fazer trabalho voluntário… que os ganhos são outros… que dinheiro não é tudo…

Tá bom, dinheiro não é tudo…então me mandem mensagem me pedindo o número da minha conta e me passem todo o dinheiro que eu alivio vocês do fardo!

Cito uma parte do artigo original:
“Esse sistema se revela, além do mais, muito dispendioso para a comunidade científica. O contribuinte financia uma pesquisa que o cientista publicará – muitas vezes à sua custa – em uma revista endossada por uma empresa privada, que outros pesquisadores deverão avaliar gratuitamente e que as universidades deverão, em seguida, comprar a preço de ouro. É possível dizer, com efeito, que a literatura científica custa caro. A metade do orçamento de funcionamento das bibliotecas universitárias vai embora nas assinaturas, o que prejudica imediatamente os estabelecimentos menos ricos e tem repercussões sobre as taxas de matrícula dos estudantes”

Se pensarmos bem, é um sistema que merece uma reforma urgente, pois a sociedade já mudou em parte, pelo menos nas questões do acesso, e a remuneração da informação também precisa ser revista, ou melhor, distribuída.

A outra ponta da discussão é o que teria mais valor:  A fonte ou a distribuição?

Os Agentes, as Editoras e as Gravadoras dizem que é a distribuição… pois eles alcançam o grande público… mas sem uma boa fonte o público deixa de acreditar na distribuição.

Nos tempos de broadcast isso podia ser verdade, e o que a distribuidora levava ao publico era, obrigatoriamente, consumido e transformado em sucesso, por falta de opção e com raras excessões pelo valor intrinseco à fonte.

O Monopólio da distribuição dizia o que seria consumido pela sociedade e, com o tempo, essas distribuidoras passaram a se exceder na escolha do que era levado ao público gerando enorme insatisfação sem que gerasse uma real redução de consumo. Aprendemos a reclamar e a continuar pagando…

Ocorreu perda de credibidade, aliás credibilidade é a crise do início deste milênio não é?

Nos tempos de internet a lógica mudou…
A fonte e a distribuição passaram a trabalhar de igual para igual, pois o volume de distribuidores e de fontes cresceu assustadoramente e continua crescendo, já que TODOS passaram a ter esse poder de criar e de distribuir.

Se não tenho boas fontes e se distribuo qualquer coisa, não tenho credibilidade. Se não tenho boas relações e se não produzo algo de novo e de interesse ou que contribua com nicho que vivo e participo não vai adiantar ter ótimos distribuidores.

Penso que atualmente os dois, distribuidor e fonte se igualaram e merecem remunerações equivalentes ou iguais.

Não bastam mais as relações economicas que foram criadas no modelo capitalista ou pelo modelo “anti-capitalista”. Muita coisa vai ter que ser estudada e um novo modelo precisa ser proposto e instituido.

A briga é feia, e muito pessoal… colabora aí para que eu ganhe um pouco mais de credibilidade? Comente!

 

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Rapaz,

esse povo que tem medo de perder a privacidade e seus “segredos” no Facebook, e que tem medo das pessoas que vêem e julgam seus escritos, nunca discutem o que é a verdadeira invasão, feita através de um complexo monitoramento da sua internet pelo Google e pelo Facebook, para vender para você, o que eles pensam que você quer.

Observe: É só você visitar um site de venda de tênis, de brinquedos ou de qualquer coisa que começa a aparecer na barra da direita do facebook, ou no destaque do google, um tanto de oferecimentos e propaganda de coisas “coincidentes”… aí, vc vai lá clica e compra…

Você compra e eles ganham, nada contra eles ganharem, sou contra é eles usarem minhas informações de uso para vender… e eu ainda pagar por conexão, e eles quererem controlar o que eu faço ou falo na rede.

E o povo tem medo da curiosidade dos desconhecidos ou dos vizinhos… tem medo de quem menos pode causar algum prejuízo.

Eu tenho medo, sim, muito medo, da forma que eles usam minhas informações. Hoje vivemos em uma democracia controlada… mas quanto tempo isso vai durar?

No dia que a coisa ficar pessoal, oficialmente, todos nós vamos nos sentir dentro do Processo de Kafka…

Sem mais nem menos...

Sem mais nem menos…

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Desde que comecei a ministrar aulas no curso de Comunicação, há mais de 5 anos, eu falo para os meus alunos:

“-Em uma peça de comunicação cada elemento tem que ser previsto, premeditado, nada pode estar lá apenas por que “eu gosto”. Tudo tem mais significado do que se imagina. Se vai colocar uma música em outra língua, traduza, procure seus sentidos ocultos para não ofender ninguém nem gerar problemas prejudicando seu trabalho.”

Penso que o orgulho cega e rompe com a possibilidade de aprendizagem e crescimento pessoal e profissional.

Vou oferecer ao leitor deste blog um exemplo:

Em novembro do ano passado fizemos um Sarau Musical em comemoração ao aniversário de 6 anos da minha filha mais nova. Contratamos um casal de amigos fotógrafos que foram meus alunos,  gente que gosto muito e aprecio o trabalho proposto. Pedimos que eles nos indicassem alguém para filmar o evento e gerar um documento do sarau que ficasse de memória para todos que participaram. Coisa simples, filmar mais ou menos umas 2 horas de sarau e festa e montar uma edição do show em DVD.

As fotos ficaram  maravilhosas, pois esses ex-alunos tem uma boa vista e criam composições boas para esse tipo de evento.

Mas os colegas deles que foram fazer o vídeo, pelamordeDeus!

Para começar, atrasaram na entrega do material final, em vídeo, 20 dias de atraso… ou seja, levaram 50 dias para entregar.

Quando chegaram, trouxeram o que eles chamaram de “clipe dos melhores momentos” um vídeo com 6 minutos e meio, um consensando, em silêncio, com uma musiquinha que eles escolheram para ser “a” música de fundo, para um show e uma festa de 2h…

Ora, como eles, sozinhos, poderiam saber quais foram os melhores momentos? Quais foram seus critérios de seleção? Por que não nos convidaram a ver o material bruto para indicarmos os melhores momentos? Por que entregaram com tanto atraso um clipe de 6 minutos? E por que não fizeram uma edição básica do sarau (show) completo (que foi o que eu disse que era o que eu queria)?

As gravações do sarau em vídeo bruto (sem qualquer edição) vieram em 3 arquivos… o arquivo do início demonstra que ele não captou 2 ou 3 minutos de som… no segundo ele cortou uma das apresentações pela metade… que cobertura de evento é essa? Que não testa a captação do som antes de começar a gravar e que cameramam é esse que deixa a fita se acabar para trocar e perde uma parte importante do show?

Só posso pensar em amadorismo, falta de profissionalismo e irresponsabilidade… mas deixemos de lado minha opinião sobre a conduta técnica da “equipe (nico) de filmagem” vamos ao clipe de “melhores momentos”…

Era um sarau, de uma festa de 6 anos de uma menina…

Sabem a música que eles colocaram de fundo (sem licença ou sem pagar direitos autorais) ?

A nada inocente e nada infantil Maxwell’s Silver Hammer dos Beatles, se você clicar no link e for ler a tradução da letra desta música verá que ela não é nada apropriada para uma festinha de 6 anos de uma menina, nem apropriada á temática do nosso sarau: a música conta a história de um psicopata assassino que mata as suas vítimas com um martelo prateado.

Para quem não entende inglês é uma música bonitinha, parece quase infantil que o editor do vídeoclipe, dos “melhores momentos do sarau”, escolheu para trilha musical.

O que pensar disso?

Que, no mínimo, esse editor é um idiota irresponsável que nada sabe de inglês ou que ele plantou esta música no intuito de nos ofender.

Em qualquer país com uma Justiça, minimamente decente, eles receberiam um processo por danos morais, só pelo atraso,  sem contar com os agravantes de aliciamento de menores, estímulo à violência e mais uma série de outras acusações cabíveis. Não é uma música de “acme ou pernalonga” a letra fala em bater com o martelo em uma cabeça até matar e deixar poças de sangue…

Para quem não conhece a música, aqui vai uma animação, nada infantil, criada especialmente para a música que está no youtube…

Eu não sou moralista, muito pelo contrário, sou libertário ao extremo, mas também não chego a ser um libertino. Quem me conhece sabe que sou um crítico duro e exigente. Não sou perfeccionista, mas acredito na crítica para conceder uma oportunidade de melhora e não acredito no elogio vazio, sem crítica: não existe trabalho perfeito e ninguém é mais criança para ter que só escutar “- Aaaah, que bonitinho, você vai longe!”.

Até as crianças conhecem e sabem sobre os limites de sua produção e sabem, também, que o desenho ou foto que fizeram não são tecnicamente os melhores. Elas reconhecem que não dominam as técnicas. E não podemos pegar pesado na crítica para não bloquear sua capacidade de expressão e sua vontade de continuar tentando. Afinal são crianças.

Mas e um adulto, um profissional pago ou um aluno de graduação?

Bem, eu espero de um adulto a vontade de escutar e a capacidade de rever seu trabalho para obter uma melhoria constante.

De um profissional pago eu espero que tenha a humildade de escutar que uma crítica de um cliente é a única real oportunidade que ele tem para prestar um serviço mais adequado aos próximos clientes e espero a honestidade de que ele devolva a grana de um trabalho mal feito ou feito “nas coxas”.

E do aluno de graduação?

Desse eu espero auto-crítica e seriedade de propósito. Que ele chegue até mim com todos os defeitos que ele enxergou apontados e descritos e as possíveis soluções para que, o próximo trabalho seja melhor elaborado.

Mas esses cidadãos da filmagem não são, nem foram meus alunos. Foram considerados profissionais pagos, péssimos profissionais. Paguei e levei prejuízo.

Obviamente a coisa se tornou pessoal!

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