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Archive for dezembro \31\UTC 2012

Hoje, ao chegarem as estatísticas deste blog oferecidas pelos duendes do WordPress, me dei conta de que postei muito pouco por aqui em 2012. No entanto, tendo apenas 4 postagens durante o ano fui visitado cerca de 11mil vezes… mas não me iludo, obviamente mais da metade disso devem ser originárias de robôs de busca e tentativa de spam…

Mas senti isso como um alerta, tenho usado demais o Facebook e postado muito mais por lá do que por aqui.

A minha atitude com meus blogs talvez demonstrem alguma coisa importante…

Um blogueiro não tem satisfação em apenas publicar, ele precisa do comentário, da crítica e do debate. Bom… pelo que tenho visto, da crítica não, e o debate também só serve se o blogueiro for elogiadíssimo e for um debate de quem acha mais coisas geniais na escrita do blogueiro… mas posso estar enganado.

Eu não sou assim… preciso do comentário, da crítica e do debate. Eu provoco… eu gosto de receber retorno nas minhas provocações.

O que eu percebi neste último período é que o Facebook me dá resposta mais imediata, e lá eu posso caçar outros para perturbar e gerar discussões acaloradas.

Nos últimos 8 anos que tenho blogado e postado na rede, passei por diversos serviços de blog e por redes diferentes, participo de vários grupos de discussão, listas de e-mail e redes pessoais. Criei muitas redes de aprendizagem com meus alunos em muitos serviços que me deixaram na mão com o tempo. Serviços ótimos que foram descontinuados e me fizeram perder histórico de portifólio e discussões interessantíssimas (pelo menos para mim…).

Minha primeira perda significativa, e decepção, foi com o Ning, que deixou de ser gratuito e me obrigou a fechar 3 comunidades que eu tinha lá, a mais usada com meus alunos era a  “Cibercultura, Midias Locais e Mídias Globais” que eu usei no curso de comunicação para lecionar duas disciplinas que exigiam prática e contato com a rede e com as suas possibilidades para a comunicação, publicidade e propaganda. Outra comunidade que perdi foi a que criei com a dona da Escola Doce Infância, onde minhas crianças estudavam, essa comunidade Ning mantinha um registro de produção das crianças em sua aprendizagem e ao deixar de ser gratuita, perdeu muitos recursos que para serem adicionados à rede tiveram custos proibitivos e finalmente a terceira perda, se não a maior, foi a comunidade Ning que criei para a minha pesquisa de mestrado, foi uma comunidade intitulada Radio Jovempam – da Escola Municipal Professor Amilcar Martins (EMPAM – BH) era uma comunidade que serviu para armazenar os podcasts dos jovens que participaram comigo da pesquisa. Com a mudança de política do NING eu ainda paguei o primeiro ano mas eles foram restringindo o espaço e retiraram as features de vídeo e audio que eram as únicas que me interessavam na rede.

Assim, perdi 5 anos de trabalho na rede e de um portifólio rico e diversificado de trabalho educacional na Educação Infantil, no Ensino Fundamental e no Ensino Superior.

Depois, este ano, fechou o Multiply, este era meu blog mais antigo que tive que migrar para o blogspot, mas perdi a rede de amigos que frequentavam e me davam audiência e assunto para discussão. Os dados foram preservados mas as relações se perderam, o que perdi em todas elas foi principalmente minhas conexões ligadas por algum interesse comum.

Hoje o Facebook está na moda, tenho postado muito por lá, mas não sei até quando o serviço existirá, nem se o histórico da minha timeline será preservado…Penso que em comparação com os serviços originais e gratuitos do Ning o Facebook não chega aos pés, e com o formato de interação do Multiply tb deixa muito a desejar. O facebook é fastfood… postagens curtas, discussões efêmeras, temporárias. Assim também são as relações no FB.

Bloqueia-se, limita-se e perdem-se contatos por meras e frívolas discordâncias.

Mas no dia que outro serviço tomar o lugar do FB, tudo estará perdido novamente… outro fim de mundo.

A rede tem que mudar, os serviços não podem depender de uma empresa ou de uma determinada pessoa.  Os espaços individuais precisam se tornar serviços e as redes precisam ser pessoais, não mais um espaço de uma empresa que ganha com a nossa presença, com custos e necessidades de ganhos de capital.

Redes de Colaboração P2P

Redes P2P

Como antigamente, que as redes eram feitas e registradas por cartas, que eram guardadas por pessoas em suas casas, a nova rede eletrônica deverá ser seus custos shareados por governos e pessoas que guardarão seus próprios dados e os divulgarão e debaterão com quem acharem que forme a sua rede. Sem centralizações ou controle. Controle individual e trabalho de wiki, custos divididos e ganhos divididos. Tudo isso em uma rede P2P onde controle será seu e não dos outros…

Hora também de começar a pensar na remuneração da colaboração de todos e não apenas centralizar e lucrar com a participação de pessoas em seus espaços que serão fechados por falta de uso ou por falta de ganhos financeiros. Penso que o tempo da audiência acabou, agora é o tempo da participação no todo, no bolo… todos contribuem e todos ganham e ninguém mais ficará assistindo.

Sempre foi e sempre será uma coisa pessoal, é você quem é o maior interessado no que diz e é você quem tem que cuidar do que publica e receber por isso.

Abraços e feliz mundo novo!

Rodrigo

 

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Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um resumo:

600 pessoas chegaram ao topo do Monte Everest em 2012. Este blog tem cerca de 11.000 visualizações em 2012. Se cada pessoa que chegou ao topo do Monte Everest visitasse este blog, levaria 18 anos para ter este tanto de visitação.

Clique aqui para ver o relatório completo

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Para todos...

Que neste primeiro Natal, depois do fim
do mundo, todos se esqueçam das velhas
e consagradas formas do “sempre se fez assim”
e se lembrem que existem formas diferentes,
possíveis e melhores de se fazer.

Aprenda a:

Ler e a entender o outro antes de discordar.

Deixar o outro falar e escutá-lo com vontade
de sincronizar idéias e desejos, mesmo discordando.

Ter pressa em escutar a pergunta e
pensar bem na resposta antes de dá-la.

A se fazer responsável pelo que faz e pelo
que diz sem “empurar” essa responsabilidade para os outros.

A começar tudo em você sem esperar pelo que os outros farão.

Assim eu penso que você terá:

Um Feliz Natal e um Feliz MUNDO NOVO.

Abraços
Rodrigo Vieira Ribeiro

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