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Archive for janeiro \13\-03:00 2011

Somewere...

Aqui em casa ontem, logo depois que a empregada pediu demissão apareceu um arco-íris duplo que fotografei… não sei se isso significa alguma coisa, mas na hora que atribuímos alguma ligação entre as coisas passa a valer o significado, não é?

Chuva e mortes na TV.

Comparam-se as chuvas na região serrana do Rio de Janeiro com o terremoro no Haiti. Comparação pobre e tão óbvia que eles colocaram as notícias em sequência ontem no BANDNEWS…

Políticos aparecem, mentindo descaradamente, com declarações do tipo “essa é a pior chuva de todos os tempos” sem que haja comparação ou dados que corroborem a informação… ou do tipo “Nenhuma cidade aguentaria uma chuva destas”, tirando o corpo fora da responsabilidade de ter feito obras para antecipar um problema que ocorre todos os anos ou de não ter fiscalizado as construções irregulares em locais não recomendáveis por causa das encostas e margem de rios… ano passado foi igual em Angra, alguém se lembra?

Os jornalistas fazem descrições banais das cenas apresentadas “Aqui uma garagem cheia de lama e pessoas limpando a garagem, ao lado mais lama, alí um prédio que desabou”, pelamordeDeus, esses caras foram formados aonde?????? São ficcionistas paupérrimos! E jornalistas incompetentes…

Nenhuma informação coletada, nada significativo, mera descrição das cenas que todos estão vendo. Cadê o contexto? Cadê a crítica? Cadê a denúncia? Isso é o “novo” jornalismo?

Do helicóptero uma jornalista filma pessoas acenando para o aparelho e comenta “- Pessoas desesperadas pedem auxílio acenando para o helicóptero”.

Ooh, Dude, your fuck imagination sucks!

A fatalidade não é a chuva… a fatalidade está em duas situações originárias: (1) má formação do jornalista e a pior (2) safadeza político-administrativa.

Completo a fatalidade com mais 2 interesses imediatos ligados às situações: (1a) o lado “financista” das mídias que precisam vender anúncios e apoio político e (2a) Poder Político que aparece como salvador da contingência que é, por fim, resultado da ingerência.

(isso me lembrou a máfia… “-paga que nós vamos te proteger… de quem? de nós mesmos ora!)
Vítima: o povo que morreu ou ficou desabrigado e suas famílias.

Como sempre né?

As instituições que deveriam defender os direitos e interesses do povo se omitem e colaboram para a desgraça. Não se posicionam, não cobram de quem deve ser cobrado, não acionam os mecanismos legais e tratam da situação comodamente como se fosse um terremoto, uma catástrofe natural…

Se alguém quiser acreditar que chuva, que acontece todo ano no mesmo lugar e que causa transtornos iguais de ano para ano, é uma catástrofe comparável a um terremoto de grandes proporções que acredite…azar… mas até para terremoto existe tecnologia que pode ser aplicada em obra pública para proteger os cidadãos (veja exemplos em Los Angeles e Tóquio – )

Eu prefiro olhar para o meu arco-íris e acreditar que ele é uma mensagem divina de que eu fiquei livre de uma péssima empregada e que dias melhores virão!

Eu sou um iludido mesmo…

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