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Archive for dezembro \31\UTC 2010

Well, bem,  sacumé…

Ano novo, ano velho, aquela história de recomeço, de esperança, de mudança, de votos… Sem essa de ter esperança, esperança é um mal. Saiu da caixa de Pandora como todo o resto e, se saiu de lá, não pode ser coisa boa…

Tudo lugar comum do “todo ano eu faço isso ou aquilo e prometo isso ou aquilo e nada muda!”

Ano Novo

Ano Novo

No final do ano passado (2009) eu praguejei… reclamei do ano que havia passado, que considerei, um dos anos mais difíceis da minha vida. Sabem o que aconteceu?

Piorou…

O que eu entendi da coisa?

Na verdade eu já havia entendido, mas ficou muito mais claro…

Se você reclama só piora. As forças ocultas agem quando você reclama para que você entenda que você aguenta mais ainda do que aquilo que você está reclamando.

Forças ocultas agem pessoalmente… individualmente, apenas para te sacanear e, ao te sacanear, te provam que você é mais forte e melhor do que você pensa que é.

Assim, ser sacaneado é prova de que você é mais forte e melhor, que você aguenta mais.

Neste ano foram provadas as amizades, a fé, o amor, a família.

E… eu passei… eu aguentei, tou vivo… e todo o resto permaneceu, eu permaneci inteiro. Minhas perdas foram pequenas, coisa material.

Doeu sim, e muito… mas, neste final de ano eu só vou é agradecer as provas que passei e os caminhos que tive que trilhar.

Já votei. Aliás eu voto todos os dias…neste ano provei minha fé, meu amor e minha amizade.

Desejo a todos os leitores deste blog um 2011 de realizações e agradeço tudo o que passei em 2010.

Feliz Ano Novo!

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FELIZ NATAL!

FELIZ NATAL

FELIZ NATAL

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No dia 20 de novembro fui com a minha mulher assistir ao filme “Tropa de Elite 2”, depois das desventuras e mal atendimento na recepção do cinema citadas no post anterior, acomodados em nossas cadeiras (sempre gosto de sentar no meio da tela umas 3 filas atrás do meio do cinema, pois penso que neste lugar eu tenho a visão do câmera e sua perspectiva exata), começou o filme da década!

Filme da Década!

Sim, filme da década!

A história do cinema brasileiro terá esse filme como um ponto de referência. Os que gostam de cinema arte dirão: “-que absurdo!” mas os mais pé no chão concordarão comigo que cinema arte só pode ser feito se houver dinheiro… e dinheiro só existe em filme de ação ou filmes populares. Me perdoem os artistas mas arte é para quem é artista, que pode bancar seus filmes ou tem quem banque e nã0 se incomode com dinheiro.

Filme de ação, lotado de senso comum e estereótipos é tudo o que qualquer pessoa quer pagar para passar 2 horas no escuro sem pensar em nada mais que a pura diversão proporcionada pelo cinema.

O filme começa com uma piada excelente que merece ser registrada aqui, mas não literalmente pois não tenho memória para isso: “Apesar de falar sobre fatos reais esta é uma obra de ficção” ou algo parecido.

Dessa forma o diretor e o roteirista se eximem de qualquer interpretação que os leve a um, como direi, processo judicial…

Mas o que interessa no filme? A excelente atuação do Wagner Moura no papel do protagonista e do Milhem Cortaz como Tenente-Coronel Fábio Barbosa que são os perfeitos estereótipos dos policiais que representam, e convencem como tais!

Destaque também a frase popular como “cada cachorro que lamba seu próprio pau!” e para a linguagem usada no filme, um primor de realismo e tudo muito bem colocado.

O roteiro é interessante e o ritmo mantém nossa atenção por boa parte do filme, lá, quase no final dá uma desandada ficando lento perdendo o ritmo para terminar com outra piada… a imagem do Planalto, quase como uma lição de moral (o que levou ao empobrecimento da obra…pois lição de moral é para contos da carochinha).

Bem, quem é político e teve a carapuça enfiada deveria se ofender mesmo e tomar uma atitude: renunciar ao mandato ou suicidar-se, pois tudo o que é dito por lá pode bem ser verdade…

Quem é policial também que se preocupe, uma vez que só deveria existir o lado de quem defende o certo e o bom… e, sendo verdade aquilo lá, a coisa pega.

Ao terminar de ver o filme saí pensando nas consequências… e nas possibilidades.

Um filme como esse, que já é recordista de bilheteria no Brasil certamente influencia a cabeça do povo, nunca é só diversão, tem catarse, tem direção de olhar para a parte simplificada da situação econômica e dos direitos humanos.

Ao simplificar questões tão importantes com a frase “bandido bom é bandido morto” ultrapassamos à questão da justiça que é: quem deve julgar devidamente a questão tirando do cidadão e do policial a obrigação de fazer justiça com as próprias mãos?

Ao simplificar a questão esquece-se que quem sustenta a situação é quem ganha dinheiro com isso, e não é o cara armado de sandalha de dedo e sem camisa na favela que tem condições de ter arma ou dinheiro para fazer aquilo tudo.

Ao simplificar a questão não se olha sobre os consumidores das drogas que pagam para manter a coisa em si…

Alguns dias depois, vejo na TV os ataques e transtornos ao Rio de Janeiro em um violento reality show com direito à imagens aterrorizantes transmitidas para o mundo e leio no twitter gente pedindo para ver assassinatos nas câmeras…

Gente pedindo para que as ambulâncias não cheguem, gente dando palpite de estratégias para matar os bandidos…

Não quero, nem vou julgar os motivos dessas pessoas, mas sei que essas pessoas estão diretamente conectadas ao apelo comunicacional gerado pelo filme, e não percebem a realidade da situação.

Acham que na TV é tudo brincadeira…

Mas vamos à minha análise conspiratória dos fatos:

Estamos entrando em uma área muito delicada…você pode parar por aqui se quiser evitar o confronto com a ficção:

1- Copa e Olimpíadas chegando, muita grana envolvida e muita gente interessada nessa grana;

2- Acordos de todo tipo para “pacificar” o Rio de Janeiro;

3- Filme que mexe com a opinião pública sobre as temáticas de segurança, lealdade das corporações e o funcionamento das Instituições criadas para nos defender e representar;

4- Necessidade de aumento de audiência nas mídias para pagar o décimo terceiro e fazer o lucro de final de ano;

5- Planejamento prévio de ocupação das favelas do Rio para haver uma certa “urbanização” e retirada do controle das milícias e do tráfico;

6- Vazamento de informação de todo tipo…

7- Final de ano chegando e turismo em alta, afinal na Cidade Maravilhosa corre muita grana com turismo nessa época do ano;

Juntando tudo isso à campanha de difamação do Rio de Janeiro que corre solta há anos… eu imagino que:

a- Políticos do Rio querem mostrar serviço

b- Polícia do Rio tem quer mostrar serviço

c- mídia quer dinheiro, seja pela audiência, pelo anunciante ou pelo “calaboca” que o governo do estado e município deve oferecer ou pelo “falabemdemim” que as empresas ligadas ao turismo na cidade terão que investir para recuperar as reservas canceladas.

d- quem distribuiu o filme quer mais gente vendo e pagando ingressos

O povo é mero torcedor/sofredor acredita em tudo sem analisar os fatos e para quem está fora do Rio a cidade inteira é um caos, o que não é verdade, uma vez que na Zona Sul o fenômeno não ocorreu da mesma magnitude que na Zona Norte.

Não digo que foi um caso planejado, isso seria complicado demais para tornar realidade, mas foi uma série de interesses que convergiram para um momento, um lugar e uma data.

Tenho um conhecido que disse que foi tudo perfumaria, que aconteceu onde todo mundo já sabia que ia acontecer e que foi só para aparecer na mídia mesmo.

Eu, particularmente, acredito que a solução é mais simples e ao mesmo tempo impossível de ser alcançada, uma vez que votos e fiéis se conquistam com desgraças e fatalidades.

Resultado: a ninguém interessa a solução real do problema. A questão das diferenças sociais, a questão da droga/tráfico e a questão da marginalidade/criminalidade fazem parte do que alimenta a estrutura da nossa sociedade.

Quem está no topo da estrutura não percebe que é preciso mudar, quem está no meio dela não direciona suas dores e valorespara forçar quem está no topo perceber a necessidade da mudança e quem está na base, além de serer alimento para a estrutura, está tão dentro do problema que não tem força nem possibilidade de convencer a necessidade da mudança.

Por onde começar? Não sei… mas já disseram que é preciso parar de levar o doente para a UTI.

Que saúde social é parte de um processo educacional lento e de implementação de transparência e acesso de todos de forma irrestrita e facilitada às instituições…

Quem poderá nos defender? Quando deixaremos de esperar pela defesa?

 

 

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Continuando esta série sobre turismo contarei a minha experiência recente como turista no Rio de Janeiro.

Eu sou carioca, mas estou fora do Rio há 13 anos, as coisas mudaram, o Rio mudou, eu mudei. Ainda sou apaixonado pela minha terra natal mas tem coisa lá que não dá…

Cidade Maravilhosa na Zona Sul apenas...

O Rio de Janeiro é produzido para a Zona Sul, se o turista for para a Zona Sul ele se dá bem, é bem tratado, encontra as ruas limpas, taxistas educados, serviços de restaurante decentes, teatros, shows, bares e boates para todos os gostos e horários.

Mas o turista deve se restringir à Zona Sul? Se ele assim o fizer não conhecerá o Rio de Janeiro de verdade! Só o pastiche carioca que é vendido na TV. O espírito e a essência do povo não vive apenas na ZS.

O Rio é bem sinalizado em todo ele, não há como se perder por lá. Se precisar de uma placa para encontrar uma rua ou bairro ela estará lá para orientar o turista, no lugar correto. O carioca recebe o turista com um sorriso, cumprimenta, e é capaz de deixar de assaltá-lo para levá-lo em segurança até o local que ele perguntou onde fica.

O problema do Rio está no lixo… se você, turista, sair da Zona Sul em um final de semana e resolver visitar o Centro do Rio, por exemplo, em um domingo ou feriado você encontrará lixo espalhado por todos os lugares, muito lixo.

Neste sábado passado, dia 20 de novembro, era feriado no Rio e eu e minha mulher resolvemos passear no Centro do Rio. Andamos a Rua da Alfândega, Av. Passos, Praça Tiradentes, Sete de Setembro… por ali…

Ora, o feriado era 1/2 feriado, haviam algumas lojas abertas no Saara.

OBS: para quem não conhece o Saara é uma espécie de shopping popular a céu aberto onde se encontram todo tipo de bugigangas (e baratas) vindas da China, coisas ordinárias e divertidas de toda sorte, tem esse nome por razões históricas referentes aos árabes que foram se instalando com suas lojinhas no local.

Bem, minha mulher achou que estava sol demais e resolveu que o Saara não estava divertido… (imagina Saara sem sol?) o que nos fez andar pela Av Passos até a Sete de Setembro para então tomarmos um brunch de alto nível na Cavê.

Até aqui nada né? Perece que estou fazendo é propaganda do Rio…

Aí começam as reclamações…

Não dava para andar nessas ruas pois havia tanto lixo espalhado que quase tivemos de correr! Lixo fedido, esgoto, restos de ratos mortos entre pastéis e caldos de cana moída nas calçadas.

Isso gente… Intransitável, imundo, asqueroso no máximo. Fico pensado não apenas no Turista, mas no Carioca que deseja aproveitar o feriado para passear no Rio… é muita sacanagem a sujeira que encontramos

Mas o sábado estava apenas começando… saímos da Cavê, que salvou nossa manhã e fomos para a estação do metrô no Largo da Carioca.

Eis que ao chegar na estação, todas as grades da estação, na saída da Rio Branco, fechadas exceto uma… ou seja… fomos obrigados a dar a volta nas grades pisando no lixo cheiroso espalhado em volta da estação.

Ah… todas as entradas da estação também fechadas… Metrô que está seguindo os passos da administração burra e irritante que tem idéias “geniais” para sacanear o turista e os usuários e fazer economia porca, fechar porta de estação, obrigar o usuário andar para quê?

Antes que digam que é só frescura, experimentem ir por lá em um dia de ½ feriado como esses… e o aviso de fechado como era? Uma linda fita amarela que no metrô quer dizer “Não ultrapasse a faixa amarela”… nem podia, as portas estavam trancadas!

Entramos no Metrô e como sempre o cartão que eu tinha acabou depois que minha mulher passou na roleta, quer dizer que eu tive que andar toda a estação para encher novamente o cartão.

Cartão que merece um parêntesis…

(

você coloca dinheiro nele, não compra passagens… se vc usar pouco e o preço da passagem aumentar, você que se foda, o deles tá garantido…Alguma vantagem no uso do cartão? Para o usuário apenas não pegar fila, só se for. Pois não há qualquer desconto se vc colocar dez ou mil reais dentro dele… você paga adiantado um serviço que você não sabe se terá… Sem contar que os trens andam lotados quase que o dia inteiro em um tremendo desconforto.

Paga meu bem! Paga… é só o que vc pode fazer… pagar!

)

Fechado o parêntesis…retorno à narrativa.

Resolvemos que iríamos até Ipanema e de lá pegaríamos o ônibus de Integração até o Barra Shopping, seria um passeio diferente e barato.

Mas, os planos de irritar o turista que sai da Zona Sul continuam…

Ao chegarmos em Ipanema esperamos 30 minutos até a chegada do Integração no ponto, por ser ½ feriado eles reduziram porcamente a frota fazendo todos esperarem.

Me digam uma coisa… era um dia lindo de sol, ½ feriado e estavam todos na rua e a merda do sistema de transporte resolve economizar? Que inteligentzia gerencial é essa?

Eu sei que o carioca gosta de turista, mas o empresariado carioca pensa que turista é só aquele que vem com a máquina fotográfica pendurada no pescoço para ser roubada, é otário e está sempre com os bolsos lotados de dinheiro para andar de táxi especial para todos os lados…

Esquecem que existe turismo interno e turistas não tão endinheirados quanto eles querem…

Já que o busum era de integração resolvi comprar 2 passagens de integração para guardar as passagens de metrô para depois e qual foi a minha surpresa? O integração quando sai para a Barra não vende passagem de integração… ou seja… preço cheio, nada de economizar, o usuário que se foda e o turista mais ainda!

Resultado, um passeio que vale a vista, mas aborrece e irrita qualquer um que tente fazê-lo. O ônibus cheio, lotado, com gente sem qualquer conforto. Sorte minha que conseguimos um lugar sentado, pois se não fosse assim não iríamos!

Chegamos no Barra Shopping, considerado o maior shopping center do Brasil, quiçá da América do Sul… Aí pensamos que seria tranquilo e fácil… faríamos compras, iríamos ao cinema e depois jantaríamos, passando uma tarde agradável no lugar mais seguro do Rio de Janeiro.

Na vez do cinema é que a coisa pegou… resolvemos ver o Tropa de Elite 2 e fomos à frente do cinema para saber o horário e comprar as entradas.

Na recepção do cinema 3 atendentes e uma infinidade de telas passando trailers de filmes e o agendamento de horários… era por volta das 15h… o local possui 16 ou mais salas de cinema e nas tabelas de horários só apareciam os horários para após as 18 horas. Esperamos, pacientemente, as telas mudarem e nada… de 18 passou para 20h depois de 5 minutos que pareceram 30…

Resolvemos, naturalmente, perguntar para as “simpáticas atendentes”… para começar as criaturas estavam em um papo agradável entre elas quase que de costas para nós e, ao serem interrompidas ficaram muito aborrecidas conosco. Minha mulher perguntou: – E os horários dos filmes entre 15 e 18 horas? A criatura inteligente que atendia disse com a maior voz grosseira de gente preguiçosa: A tela já vai mudar… pode esperar!

Ah, cara se tu é gerente dos cinemas e estiver lendo isso aqui coloca a essas 3 donas na rua e pede demissão que tu tá sacaneando muito o seu público! Mas se for política de atendimento do cinema sacanear o cliente pede aumento que tu tá indo muito bem.

Como queríamos muito ir ao cinema esperamos mais 5 minutos (que desta vez pareceram 45 minutos) e as telas não chegavam no horário, desistimos e fomos direto para as bilheterias.

Lá, na bilheteria, como é venda, funciona melhor que nas informações e o bilheteiro nos informou o horário correto e nos vendeu os ingressos (o gerente de lá deve ter sido gerente de atendimento do INSS, pois o padrão é bem parecido… para cobrar funciona, para informar você que se foda!).

Pode parecer frescura minha, mas se você é turista você quer tranqüilidade e tudo funcionando, fácil e rápido. Não quer se aborrecer com atendente, não quer ser roubado, nem quer cheirar lixo nas ruas. Nada é perfeito e eu concordo, sou um grande exemplo de imperfeição… mas se ninguém reclamar nada melhora mesmo.

Se você pretende melhorar o atendimento da sua empresa, contrate um crítico desconhecido (eu por exemplo) e escute o que ele tem a dizer… esqueça os puxa-sacos que eles estão te ferrando!

Próximo post… O tropa de Elite 2

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