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Archive for outubro \10\UTC 2010

Novos ventos, novos rumos na 29ª Bienal de Arte de São Paulo – 2010

Eis que depois da traumática experiência de ter ido à 28ª Bienal, aquela que considerei “do lixo” e que minha filha vomitou todo seu nojo pela exposição, começo a ler sobre e a ver matérias da exposição deste ano.

Como moro muito longe do “Jardim do Édem” econômico brasileiro não posso simplesmente pegar o carro e ir lá conferir. Tenho que pesquisar muito antes e obter informações que me convençam de que não verei outro lixo como no ano anterior.

Além do mais pretendo levar minha família para ver e não quero que minha filha mais velha vomite outra vez, nem que a minha segunda menina volte com pneumonia, que foi o resultado daquele ano…

Assim, comprei a revista Bravo, acessei o site da Bienal , vi as reportagens dobre a polêmica do artista plástico, Gil Vicente, que se retratou matando políticos nacionais e internacionais, e li sobre a frívola discussão da legalidade ou censura de tais obras.

Autorretrato III – matando Elizabeth II

Autorretrato III – matando Elizabeth II

Destaco também a questão ambientalista pobre sobre levantada contra os urubus engaiolados de Nuno Ramos. Que estão lá para voar ou manter-se parados em postes negros ao som de músicas como Bandeira Branca, Boi da Cara Preta e Carcará uma obra instigante, ousada e literalmente viva cercada por uma polêmica inútil de ambientalistas ridículos que não fazem idéia do que a obra retrata.

Bandeira branca

Bandeira branca

Entrei no site da Bienal que está muito completo com material bem escrito e bem posicionado, todo correto em termos tradicionais. O que considero um avanço ligado a um retrocesso…

Explico:

Avanço… Usar a internet, para apresentar ao mundo a exposição,

aplausos…

Mas retrocesso… Cadê a interação com o público? Por que um lugar, dito de vanguarda da arte possui um espaço de internet que é igual aos impressos que empobrecem a comunicação?

Onde estão os artistas digitais para participar de uma Bienal Digital?

O Site da Bienal deveria ser uma extensão contínua do espaço de questionamento e aprendizagem de arte. Deveria ser um espaço extremamente interativo e “Oiticiquiano” lotado de “Parangolés” para o visitante, mas chegamos no site e encontramos….

um site…

Um tradicional e ultrapassado site, não condizente com a proposta revolucionária da arte contemporânea. (nem condizente com a proposta de interação nascida na internet)

Deveria ser um portal para uma nova dimensão, que espantasse (não assustasse) e surpreendesse positivamente o visitante ensinando-o a conviver com a arte de nosso tempo sem perder visão ou contexto na arte histórica. Aproximando mais o público e dando mais acesso a todos à participação da expressão artística global.

Ninguém fala em arte colaborativa? Arte é só do artista de galeria? Sei que não… mas os que ainda tentam manter o mercado a arte como sendo inacessível e para poucos não perceberam que, na emergente Era da Informação, a arte terá papel importante na economia mundial.

Assim enxerguei que há um novo rumo na Bienal de SP, há uma nova direção, um novo capitão para conduzir o navio… e novos pilotos no leme, o que considero positivo e louvável.

Mas ainda não me convenci a pegar um avião daqui do interiô de MG com a minha mulher e minhas crianças para ir lá conferir. O site da Bienal me informa, por análise do discurso, que ainda não foi superada a forma “velha” de fazer exposições.

Convençam-me, por favor!

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Vou dar meu depoimento pessoal sobre o que vivi nesses dois governos e o que vi muitas vezes parece que só eu vi ou vivi… e quem está por aí parece viver em uma redoma de vidro com lentes distorcidas… mas posso ser eu a pessoa com as lentes distorcidas…

Desde 1991 eu tenho agência de propaganda, tenho não… tive… sempre foi uma agência pequena, para pequenas e médias empresas que trabalhava com um mercado emergente que não tinha verba para propaganda broadcast e precisava lançar mão de campanhas alternativas.

 

 

Guardada por razões histórico-sentimentais... mas fechada desde 2001

 

Quando comecei vivíamos a confusão da inflação sem medidas e os preços de serviços eram cotados em dólar.

Naquela época eu ganhava dinheiro, muito dinheiro, pois os valores eram segurados pela moeda estrangeira e os empresários pequenos e médios tinham, apesar da inflação, ganhos substanciais com o atraso de pagamentos e o investimento no que se chamava “overnight” imagino que isso dava a sobra que eles precisavam para investir em propaganda com alguma tranqüilidade.

Com o advento do plano real, eu festejei a estabilização da economia e quebrei, pois o pequeno e médio empresário não tinha mais verba para investir em propaganda, fiquei 1 ano e meio consumindo minhas reservas na esperança de um reaquecimento da economia que nunca ocorreu…

Em 1997 eu, quebrado, reinventei meus serviços baixando custos e preços, já que meus custos continuavam em dólar e eu recebia em real eu procurei eliminar meus custos para poder ter um preço novamente acessível… desta forma passei a trabalhar por 1/4 do preço original… o que era péssimo, pois eu e meu sócio trabalhávamos 24h por dia de segunda a segunda para poder, minimamente, pagar as contas…

No final do governo FHC o dólar chegou à 3 reais… e ninguém fala nisso… e os impostos continuavam altíssimos, as multas por atraso de impostos tb eram avassaladoras e em 2001 eu fechei as portas da minha agência definitivamente.

Era impossível manter o trabalho e pagar as contas com a economia do jeito que estava, nenhum pequeno ou médio empresário se arriscava a fazer contratos de médio ou longo termo por não saber como seria o futuro…

Resultado, quebrei 2 vezes com o FHC/PSDB. E meus antigos clientes ficaram sofrendo duras penas sem conseguir crescer no período de 1994/95 a 2002.

 

 

Compare sua vida antes e depois...

 

Depois disso no novo governo as coisas foram se acertando, surgiram empregos e os negócios se reestruturaram. Meus antigos clientes até voltaram a me procurar, mas eu não estava mais disposto a investir novamente em um negócio próprio.

Nestes últimos 8 anos o que vi foram passos de crescimento e estabilização seguros, redução do desemprego e reaquecimento da economia.

Não posso crer que em 8 anos de FHC a política da terra arrazada tenha sido a base para o crescimento no governo Lula… aliás, acredito que se o governo FHC tem algum mérito na estabilização da economia foi o de ter saído e deixado o governo Lula trabalhar…

Não sou economista, não sou político, não tenho predileção por nenhum partido, mas atualmente vejo que o Brasil está melhor e não quero que o PSDB junto com o DEM retornem.

Pode ser mero medo de perder tudo outra vez, e até bobagem minha… mas sou grato à estabilidade do governo PT/PMDB.

O que vejo é o país crescendo e o povo reduzindo seu grau de pobreza, com melhoras na Saúde e na Educação e isso não foi feito pelo PSDB.

O PT/PMDB poderia ter feito mais?

Sim, claro. Sempre se pode fazer mais.

Há roubo? Nem precisam me provar judicialmente que eu não sei, mas acredito que há… até nos países do primeiro mundo há roubo…

Mas os níveis de roubo podem ser medidos indiretamente através do nível de desemprego, da inflação, da emissão de moeda, dívida interna e dívida externa e pelo que vi… são os melhores índices que o Brasil já teve desde Pedro II.

Esses índices mostram que esses que hoje aí estão no governo não são perfeitos, mas são os mais baratos que tivemos até hoje… até arrumarem um mais barato eu não quero mudar de governo!

Abraços

Rodrigo Vieira Ribeiro

PS: Por favor… antes de comentarem que “este é o governo mais corrupto que o Brasil já teve” por favor porcurem as notícias sobre corrupção nos governos brasileiros desde o início da República para trazer o dado correto…

Adorei o nível das discussões neste post. Aprendi muito aqui e esclareci muitas idéias que já estavam na minha cabeça mas precisavam presenciar um debate como este aqui para serem consolidadas. 

Vou dar meu depoimento pessoal sobre o que vivi nesses dois governos e o que vi muitas vezes parece que só eu vi ou vivi… e quem está por aí parece viver em uma redoma de vidro com lentes distorcidas… mas posso ser eu a pessoa com as lentes distorcidas…

Desde 1991 eu tenho agência de propaganda, tenho não… tive… sempre foi uma agência pequena, para pequenos e médias empresas que trabalhava com um mercado emergente que não tinha verba para propaganda broadcast e precisava lançar mão de campanhas alternativas.

Quando comecei vivíamos a confusão da inflação sem medidas e os preços de serviços eram quotados em dólar.

Naquela época eu ganhava dinheiro, muito dinheiro, pois os valores eram segurados pela moeda estrangeira e os empresários pequenos e médios tinham, apesar da inflação, ganhos bem substanciais com o atraso de pagamentos e o investimento no que se chamava “overnight” imagino que isso dava a sobra que eles precisavam para investir em propaganda com alguma tranquilidade.

Com o advento do plano real, eu festejei a estabilização da economia e quebrei, pois o pequeno e médio empresário não tinha mais verba para investir em propaganda, fiquei 1 ano e meio consumindo minhas reservas na esperança de um reaquecimento da economia que nunca ocorreu…

Em 1997 eu, quebrado, reinventei meus serviços baixando custos e preços, já que meus custos continuavam em dólar e eu recebia em real eu procurei eliminar meus custos para poder ter um preço novamente acessível… desta forma passei a trabalhar por 1/4 do preço original… péssimo, pois eu e meu sócio trabalhávamos 24h por dia de segunda a segunda para poder pagar as contas…

No final do governo FHC o dólar chegou à 3 reais… e ninguém fala nisso… e os impostos continuavam altíssimos, as multas por atraso de impostos tb eram avassaladoras e em 2001 eu fechei as portas da minha agência definitivamente. Era impossível manter o trabalho e pagar as contas com a economia do jeito que estava, nenhum pequeno ou médio empresário se arriscava a fazer contratos de medio ou longo termo por não saber como seria o futuro…

Resultado, quebrei 2 vezes com o FHC/PSDB. E meus antigos clientes ficaram sofrendo duras penas sem conseguir crescer no período de 1994/95 a 2002.

Depois disso no novo governo as coisas foram se acertanto, surgiram empregos e os negócios se reestruturaram. Meus antigos clientes até voltaram a me procurar, mas eu não estava mais disposto a investir novamente em um negócio próprio.

Nestes últimos 8 anos o que vi foram passos de crescimento e estabilização seguros, redução do desemprego e aquecimento da economia.

Não posso crer que em 8 anos de FHC a política da terra arrazada tenha sido a base para o crescimento no governo Lula… aliás, acredito que se o governo FHC tem algum mérito na estabilização da economia foi o de ter saído e deixado o governo Lula trabalhar…

Não sou economista, não sou político, não tenho predileção por nenhum partido, mas atualmente vejo que o Brasil está melhor e não quero que o PSDB junto com o DEM retornem. Pode ser mero medo de perder tudo outra vez, e até bobagem minha… mas sou grato à estabilidade do governo PT/PMDB.

Se os dados aí em cima são certos ou não…não está na minha competência avaliar, o que vejo é o país crescendo e o povo reduzindo seu grau de pobreza, com melhoras na Saúde e na Educação e isso não foi feito pelo PSDB.

Poderia ter sido feito mais? Sim, claro. Sempre se pode fazer mais. Há roubo? Nem precisam me provar judicialmente que eu sei que há… até nos países do primeiro mundo há roubo… mas os níveis de roubo podem ser medidos através do nível de desemprego, da inflação, dívida interna e dívida externa e pelo que vejo… são os melhores índices que o Brasil já teve desde Pedro II.

Esses índices mostram que esses que hoje aí estão no governo não são perfeitos, mas são os mais baratos que tivemos até hoje… até arrumarem um mais barato eu não quero mudar de governo!

Abraços
Rodrigo Vieira Ribeiro
https://acoisaehpessoal.wordpress.com

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