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Archive for junho \28\UTC 2010

Vivemos a esperar o último dia.

Último dia de aula, de trabalho, de férias, do feriado prolongado, da viagem, do mês, do semestre, do ano, da… vida.

Criamos espaços compartimentados e estanques na nossa vida e, como em um submarino, vamos andando de compartimento em compartimento, passando pelas portas e fechando-as atrás de nós. Algumas portas torcemos para que cheguem logo, outras preferimos que se mantenham distantes de nós.

Nenhum problema se não imaginássemos sempre que o submarino está afundando!

Esse pensamento é que nos faz perder o proveito de viver. Queremos chegar ao fim e não curtimos a caminhada. Queremos terminar nossos textos, nossos trabalhos, chegar logo, ver o final da partida, o final do jogo, o final do campeonato.

Ninguém quer ser o último, mas todos querem ver o último chegar, ninguém quer estar no último dia e quando ele chega torce para que passe logo a última hora.

 Que estranho… a compartimentação das coisas e da vida nos levou a pensar que fizemos (ou fazemos) algum progresso. Mas que progresso há no fim? Passamos de fase? Por que desejamos saber qual é a próxima fase e fazemos planos para ela sem termos qualquer indício sobre ela ou sobre se ela realmente existe?

Para que colocar tudo em linha, em ordem? Para quê o prazo? Por que pensar na finitude? Há tanta coisa boa para fazer mas insistimos em sermos escravos do tempo, da hora, dos outros, do fim.

O ponto final sugere a obrigação de ter feito. Não suporto a idéia de terminar alguma coisa… quando a coisa acaba fica o vazio, perde-se no nada. Não há prazer no fim, há o fim do prazer de fazer. “- Mas as coisas chegam ao fim um dia ou outro” ; vocês irão dizer; ao que eu responderei: – Claro que chegam, mas precisamos curtir e aproveitar o todo, o caminho. O prazer deve estar colocado na relação entre nós e o fazer, entre nós e o outro, não apenas no gozo, no ponto final.

Uma ampulheta possui fim e não existe prazer no final de sua areia, ela sempre pode rertornar ao início

Por quê esperamos o último momento?

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Gratidão é tudo na vida...

Obrigado por agradecer!

Agradecimento é a parte mais importante da nossa formação: apenas sendo gratos que aprendemos a reconhecer o valor do trabalho e da ajuda do outro e o valor do nosso próprio trabalho.

Agradecimentos devem ser nominais, específicos, nunca gerais… Através do agradecimento demonstramos nossa capacidade de congregar pessoas de valor e de construir nossa rede de relacionamentos.

Agradecimento não é paga por serviços, agradecimento é muito mais que dinheiro. Ao agradecer percebemos que o valor maior está no ato de quem ajudou, no coração, na atitude de envolver-se no trabalho em equipe.

Não existe agradecimento àqueles que, por acaso, esqueci de agradecer… se não tem nome não tem agradecimento!

Não se agradece aos que tentaram impedir ou atrapalhar seu crescimento, isso seria valorizar o que há de pior neles e o que há de pior em nós.

Seja sempre positivo em seu agradecimento e entregue cópias dele aos seus queridos ajudantes.

Agradecemos sempre aos pais e aos irmãos, pois viveremos para sempre com eles que são as pessoas responsáveis por nos tornarmos quem somos!

Podem não ter feito nada pelo nosso trabalho, mas fizeram por nós e ainda o farão por toda a vida, gostemos deles ou não, eles são a nossa vida.

Não agradecemos por interesses imediatos e sim por uma relação mais estreita e por laços de continuidade.

Deus não precisa de agradecimento, mas nós precisamos ser gratos à Deus. Quem escreve agradecimentos apenas à Deus está descumprindo o maior e único mandamendo: Ao próximo como a Ti mesmo!

 Agradecimento não é obrigatório, é obrigação.

Só agradece quem tem coração e educação.

Abraços

Rodrigo

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Hoje cheguei na casa da minha mãe e peguei o jornal para ler.

Ler jornal impresso eu quase sempre leio, mesmo estando de saco cheio de ler o que eles pensam que é interessante colocar lá para que nós leiamos.

Se pegarmos os jornais brasileiros (qualquer um grande jornal do Rio, de SP, ou de MG) e fizermos uma retrospectiva dos, não vou muito longe, últimos 10 anos, só leremos manchetes alarmistas e pessimistas de todo tipo, sem falar nas notícias de violência que deixarei para uma outra oportunidade.

Se o dólar subiu: Desgraça! Tudo vai ficar mais caro, os importadores precisam compensar as perdas e vão descarregar no consumidor!

Se o dólar caiu: Desgraça! Os exportadores terão prejuízo e precisarão de incentivos fiscais ou de ampliação para pagamento de suas dívidas!

Se o dólar ficou estável: Desgraça! O País não cresce e sem crescimento o desemprego aumenta…

Se o PIB caiu: Desgraça! A Economia do País retraiu e haverá desemprego…

Se o PIB subiu: Desgraça! Aumentou o consumo e os preços vão subir…

Se o Banco Central intervém: Desgraça! As reservas do País estão sendo dilapidadas. O Governo não deve intervir na Economia…

Se o Banco Central não intervém: Desgraça! Onde isso vai parar? O Governo precisa intervir…

E vai por assim adiante em uma infinita lista de exemplos, inflação, marolinha, empregos públicos, empregos privados, custo Brasil, agribusiness, montadoras, aço, FMI, Crise Européia, Crise Estadunidense, Ameaça Asiática, H1N1, Alimentação, SUS, Eleição…

um gato tentando se matar por todos os meios possíveis... só faltou tentar o noticiário...

um gato tentando se matar por todos os meios possíveis... só faltou tentar o noticiário...

Os Jornais estão craques (mesmo sendo o Dunga contra craques) encontrar e entrevistar especialistas que apresentam os piores cenários com aquelas caras de “eu falei que ia acontecer” igualzinho a mãe Dinah.

Aprendi na vida que “jornalismo seria publicar o fato”, mas sabemos que os interesses levam às versões do fato e sabemos também que os jornais publicam aquilo que eles pensam que fará as pessoas comprarem os jornais.

Assim o pessimismo da população é alimentado pelas notícias pessimistas veiculadas no jornal. A sociedade, com o jornalismo contemporâneo,  passou a gostar de ver desgraça em tudo… eu acho mais divertido ver conspirações…vou parar de ler jornais e só vou ler blogs de agora em diante.

Aliás… por falar em pessimismo: os blogs são o maior motivo que assombra os jornais de grande porte e os grandes jornalistas constituídos. Blogs estão gerando um sábio pessimismo na profissão entre os grandes, vale ler esse relatório (em português a postagem de blog onde encontrei o material, of course) da  Pew Project for Excellence in Journalism (in english please…)

Mas os pequenos que não forem pessimistas e entenderem o recado… esses sim, terão a chave do sucesso!

Cada um se diverte com o que pode, não é?

Rodrigo Vieira Ribeiro

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TV de Alta...programação em baixa

TV de Alta...programação em baixa

Não quero uma TV de Alta Definição, quero uma nova definição de TV!

Aliás…
Quero uma nova definição de TV,
de Jornalismo,
de Informação,
de Entretenimento,
de uso do tempo livre,
de Educação…

Chega de TV com cultura monopolizada, pasteurizada, marquetizada e polarizada.

Alguém aqui concorda comigo e assina em baixo?

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