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Archive for abril \29\UTC 2010

Montei uma enquete para saber o que o professor pensa sobre novos recursos tecnológicos, por favor responda e escreva seu pensamento nos comentários para que eu os colecione.

Seja lá o que você pense, esses recursos apareceram, estão aí e podem ser usados.

Eu disse PODEM e não DEVEM!

E digo, DEVEM, apenas SE você souber usá-los bem e de forma a potencializar o processo de ensino-aprendizagem

Completo que você deve NO MÍNIMO, experimentar para ver como funciona e “brincar” um tempo para se habituar ao meio.

É obvio que você vai usar o que encontrar que caiba no contexto da sua aula e nas possibilidades da sua turma. Não vai sair usando tudo o que aparece só porque é moda! (apesar de que moda tb deve ser usada, mas isso é assunto para outra hora….)

Twitter

O twitter chegou com uma proposta, no mínimo, esquisita: “Fale o que você está pensando ou fale o que você está fazendo.”

Interessante sob o ponto de vista “Quero aparecer, preciso aparecer” mas pobre no sentido comunicacional e no interesse mais constante ao longo do tempo, pois gera aquela pergunta “Quem pode se interessar pelo o que eu estou fazendo?” ou “Por que eu iria falar o que estou fazendo? Isso seria permissão para invasão de privacidade, que absurdo!”

Graças às forças sociais, políticas, divinas e tudo o mais de forças envolvidas nas nossas vidas, os usos e as propostas originais das coisas criadas pelo homem são reinventados pelos usuários e os objetivos se remoldam conforme o uso.

E assim aconteceu com o Twitter.

Se tornou um espaço de conversação, de expressão, de troca profissional e pessoal, lugar de encontro de idéias e pessoas, definitivamente uma Rede Social para comunicações breves e estreitamento de laços.

Para nós, professores, posso dizer que podemos usar o Twitter basicamente de 2 formas em sala de aula: Comunicação com os alunos e estímulo à expressão. (se você encontrou outro uso para a aula escreva aqui que eu também quero aprender)

Cada uma destas formas merece um certo destaque…

1 – Comunicação com os alunos em tempo de redes sociais NÃO significa QUADRO DE AVISOS. É trocar mesmo, é encontrar com eles fora do horário para uma conversa informal, para indicar algum complemento, para construir capital social e estreitar laços.

Algum professor pensa que estreitar laços é prejudicial à aprendizagem? Se você pensa que estreitar laços é prejudicial, NÃO use o Twitter, nem as Redes Sociais.

2- Estímulo à expressão e comunicação do aluno: O Twitter exige que tenhamos um limite de 140 caracteres e sugere-se que neste pequeno espaço sua idéia seja completa.

Para fazer isso é necessário o domínio da língua e do assunto que se deseja falar, existem os #minicontos, #microcontos, #minicronicas, as piadas, não sou professor de língua e literatura mas dá para perceber que o exercício da linguagem em espaços exíguos de comunicação confere ao aprendiz uma melhora na capacidade de expressão e comunicação.

No caso dos meus alunos de Comunicação, Jornalismo e Publicidade é facilmente detectável, os que usam o Twitter se comunicam melhor e escrevem melhor que os que não usam.

No recurso também vão se desenvolvendo dialetos próprios ao meio de comunicação, aos seus limites e ao grupo de contatos. Aos poucos vão usando o recurso em seus celulares e mobiles.

Cabe ressaltar que o uso em sala de aula, não é propriamente em sala de aula. Na sala de aula dá-se o pontapé inicial, explica-se o uso e solta-se algumas propostas e algumas tarefas. Na sala de aula inicia-se o relacionamento. Depois, passado algum tempo de uso retorna-se à sala de aula para se avaliar as tarefas e os usos. Colhe-se as impressões deles sobre o recurso, debate-se e projetam-se novas tarefas ou pensa-se na continuidade do uso.

Para o professor o Twitter apresenta outras possibilidades já faladas neste blog em outras ocasiões, contato com outros colegas de profissão, acompanhamento online e comentários sobre eventos e palestras, divulgar atividades extra-classe para colegas e alunos… enfim, não mais o “que você está fazendo”… mas “com quem você está construindo sua rede social e seu capital social?”

Coragem, você vai acabar gostando…

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Estamos na metade do semestre.

Há 6 anos que oriento TCC de alunos de graduação. Não é uma amostra significativa, mas já dá para formar uma idéia geral sobre o desenvolvimento e sobre as angústias sofridas pelos alunos na fase terminal do curso.

No início da minha vida de professor orientei aluno de administração e de turismo e dava aulas de metodologia no primeiro e no último período de alguns cursos de graduação (ou melhor Métodos e Normas Técnicas para trabalhos acadêmicos).

Há 3 anos que comecei a trabalhar em apenas cursos de comunicação (jornalismo e publicidade) ministrando disciplinas específicas e orientando TCCs relacionados às disciplinas que ministro (cibercultura, teorias da comunicação) e relacionados às bases da minha formação na graduação(criação visual, comunicação e arte).

Tá… e daí?

Pois é… nestes 6 anos de trabalho de orientador sempre me deparei com um grande problema: A angústia do Final do Curso!

Todos os meus queridos orientandos passaram pelo mesmo processo: Começam super entusiasmados, somem 2 ou 4 semanas no meio do semestre e os que consigo conversar neste período de desaparecimento no meio do semestre estão passando pelo mesmo problema: Medo de formar!

Nem sempre muito claro em suas cabeças esse é um medo que aparece no meio do texto e da pesquisa de TCC, na dúvida de se estão no caminho certo, de se escolheram uma temática correta e na crise sobre a utilidade da pesquisa que está desenvolvendo para sua monografia de final de curso e sua profissão.

Vi isso acontecer na graduação, na especialização e no mestrado com colegas e isso também aconteceu comigo em todos os trabalhos de final de curso!

Vejo meus alunos e colegas, sempre ao final de curso questionarem se estão no caminho certo, se escolheram a profissão correta, se serão felizes ou se terão empregos nas áreas que escolheram!

Sentem-se todos perdidos. E isso os faz brecar! Eles congelam e não conseguem escrever, mesmo os mais brilhantes e seguros de si, travam nessa hora.

É aí que entra o orientador.

O orientador precisa devolver a paz ao aluno. Precisa arrumar um jeito de fazê-lo compreender que não importa se é ou não é o caminho certo e sim o que importa é completar o percurso, pois se o caminho não for o correto é mais fácil tomar outro caminho depois do que voltar tudo ao começo.

Cabe ao orientador mostrar ao orientando que ele está, cúmplice, ao seu lado mostrando o final do caminho. Dar segurança e recompor o estado de espírito ao desorientado para que ele possa dar o passo seguinte nessa corda bamba.

Cabe ao orientador demonstrar que todos passam por essa angústia e que ninguém vai direto ao final, mesmo os que aparentam ser mais firmes. Quando olhamos o trabalho dos outros sempre parece ser mais e melhor que o nosso.

Sempre parece que os outros não sentem medo ou dor de terminar seus cursos. E mais, quem terminou se esquece do momento de crise que passou e só lembra dos louros da vitória e não das dores e feridas do combate.

Amigos que estão fazendo seus trabalhos de final de curso: A crise é normal ao ser humano!

Orientadores: Lembrem-se que vocês já viveram essas crises e compartilhem com seus orientandos sua experiência de vida, ela é mais importante que a sua experiência acadêmica pois a relação de orientando-orientador é semelhante a de pai/mãe para filho. Se você não ajudar seu orientando a recuperar a auto-estima e a dar menos importância para as pressões sociais ele não conseguirá dar o passo decisivo para a vitória.

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De volta à realidade, ou o que poderia ser ela… tenho um assunto mais que pessoal: Os direitos autorais e os direitos de exploração sobre propriedade intelectual.

Há uns anos atrás eu encontrei na rua um possível cliente, proprietário de uma grande revenda de motocicletas, que já me conhecia e gostava do meu trabalho. No meio da conversa, muito à vontade, ele começou uma consulta sobre os problemas de marketing que ele estava passando e bem informalmente me disse duas coisas que me incomodaram:

1 – Você precisa me dar uma idéia para que esse problema seja resolvido.

2- Eu patrocino um grupo de trilha que seria legal que ele tivesse um emblema ou marca, quando você estiver em algum buteco com a cara cheia e surgir uma idéia você desenha para mim e depois me dá, tá bom?

Minha resposta para ele foi quase automática, dado à minha irritação momentânea sobre o que ele havia falado…

1- Eu não “dou” idéias, eu vivo delas, são o que tenho de mais caro.

2- O que o faz pensar que eu crio em butecos com a cara cheia?

Criação de marca, ou design de marca, é um processo artístico-metodológico muito sério que exige pesquisa, imersão, maturação e finalmente produção de opções e de caminhos prováveis de solução dentro de parâmetros aceitáveis pelo background cultural dos clientes e do empreendedor.

Aí esbarramos na questão principal, quem tem formação técnica e teórica em design e tem experiência no mercado, como eu, sabe que não é simples nem barato criar. Criar exige uma constante atualização nas artes, nas literaturas, nas ciências, na sociedade…

Criar exige uma mente livre porém carregada de inquetações e informações que são coordenadas no processo de produção que resultam na obra. Trabalho árduo intelectual, tão complexo quanto um trabalho teórico científico.

Quem não sabe fazer, quem não tem informações suficientes ou quem não tem bagagem cultural suficiente copia marcas ou obras de sucesso e repassa para seus clientes, que, ignoram ser aquilo um processo complexo e, já que também desejam uma marca parecida com essa ou aquela marca famosa fica tudo bem.

Vivemos em uma época na qual se tornou fácil copiar. Mas copiar é plágio? É roubo? Como pode ser roubo se está por aí de graça na internet?

Existem diversas nuances nessa discussão: Se você é um blogueiro amador, faz seu blog de graça, não recebe para blogar e cita um material de outro com seus devidos links e créditos isso não é roubo. É colaboração, troca de idéias, divulgação gratuita, crítica e coisas boas do gênero.

Se você faz pesquisa de texto e visual para construir sua obra, de modo que você produz sobre o que vê, mas acrescenta seu tempero modificando o original de tal forma que percebe-se a inspiração mas percebe-se também certa originalidade nas alterações, você também não está copiando.

Já se você copia e cola direto, proporciona mudanças banais e obviedades como mera alteração de cor ou de uma fonte de letra sem mudar a essência da coisa, isso é cópia descarada. Se você ainda mais diz que a criação é sua é plágio! E, finalmente, se ganha dinheiro com isso é ROUBO mesmo!

Os que imprimem plágios, os que compram plágios, os que usam plágios são co-responsáveis. Existe uma lei gente!

Tem muita gente na internet fazendo isso, muita gente no mercado de design e da publicidade fazendo isso, muita gente no cinema e na tv fazendo isso…

Não tem é gente em quantidade o suficiente e especializada na temática o suficiente para meter processo em todo mundo.

Mas existem discussões interessantes no meio… algumas que querem comparar cópia com troca de idéias e com colaboração. Outras que acham um absurdo o direito de autor e o direito de exploração comercial de uma obra intelectual. Tem gente que acha que a obra intelectual deve ser patrimônio da humanidade.

E eu pergunto: As obras de criação podem ser distribuídas gratuitamente mas os carros de luxo não? Os apartamentos com piscina e os sítios plantados e arejados não podem ser nem usados por todos… mas se alguém cria algo interessante e bonito tem que colocar na roda?

Assim… como é que o artista poderá ser remunerado? Qual será então a vantagem de se fazer pesquisa em produtos inovadores ou se criar marcas inéditas?

Se eu escrevo aqui, é para todos lerem, é meu direito de autor divulgar a minha obra no veículo que eu achar necessário. Mas se alguém copia o que eu disse sem me perguntar se pode, mesmo a título de divulgação isso é cópia indevida e uso de propriedade intelectual indevida!

Ah… o artista ganha pouco mesmo… dizem as pessoas… então é para ele não ganhar nada e ir fazer outra coisa que dá mais dinheiro? E os mecenas? Aqueles caras que sustentam artistas iniciantes porque acreditam no potencial de Fulano ou Siclano, como é que eles podem se ressarcir do dinheiro investido? Não fossem eles mais da metade dos pintores modernistas e impressionistas jamais teriam existido, e muitos renascentistas também não.

Pensem nisso… não copiem, não plagiem… e não pensem que colaboração é pegar o texto do outro e citar a fonte apenas, sem autorização expressa…

Inovem, criem, dá mais prazer que copiar, isso eu garanto!

Pirataria é assunto para outro post!

Abraços

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Você viaja muito? Conhece muita gente? É mais velho? Frequenta lugares públicos cheios de gente há muitos anos?

Quantas pessoas existem de verdade? Mil? Dez mil? Cinquenta mil? Dê seu lance e comece a observar…

Se você viaja muito, você sempre encontra algum conhecido… não importa aonde você for. Em todos os lugares que vai vê gente muito parecida com as pessoas que você conhece de vista e/ou as que você conhece de verdade.

A impressão que tenho é que estamos dentro de um grande Show de Trumam, para não falar em Matrix…

Eu percebi até hoje uns 5 tipos de pessoas que classifico assim:

1- As que fazem parte do cenário que não falam, sempre parecem estar dormindo ou com olhar fixo em algum canto. Este grupo de pessoas é a grande maioria. Para mim parecem aqueles livros cenográficos em estante de novela, ocos, vazios.

2- Os que fazem parte do cenário que falam, se movimentam e sempre se parecem com alguém que você conhece ou fazem parte daquele grupo de pessoas que você vê sempre, colegas de trabalho ou de escola, vizinhos, gente que você só cumprimenta formalmente e nunca conversou com eles por mais que 3 frases ou acenos. Esses são maquiados de lugar para lugar e possuem pequenas diferenças mas que você sempre reconhece as características semelhantes daquela pessoa que você conhece (e acha que é de verdade)

3- Os que são próximos, que se enquadram como amigos, professores, ex- e familiares, esses conversam e interagem. Mas que as vezes você deixa de ter contato com um deles e anos depois conhece alguém exatamente igual com as mesmas características físicas e de personalidade.

4- Os irmãos, amigos muito íntimos, pais, cônjuges e filhos. Esses são os que tem vontade própria, são imprevisíveis e convivem com você por toda a vida.

5- Os que nos vigiam. Aqueles que você, as vezes consegue pegar prestando atenção em você e que ao te olhar nos olhos desvia e arruma um jeito de desaparecer.

Até o momento foram os que consegui perceber nas minhas andanças e observações do mundo…

Penso logo existo… mas como posso comprovar que você existe? O que é a realidade? Vivemos em um Show de Trumam ou na Matrix?

Vou deixar o computador responder através de seus comentários aqui no Blog…

🙂

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