Feeds:
Posts
Comentários

Archive for dezembro \29\UTC 2009

Read Full Post »

Read Full Post »

Todos vocês sabem que eu sou professor?

Bem… se você não sabe, tá sabendo agora, mas vc iria saber mais cedo ou mais tarde.

Seguindo a linha das pessoalidades deste blog e o tom de manter o humor não pretendo aqui discorrer sobre processos ou meios de avaliação na Educação. Tem um tanto de gente fazendo isso e mais outro tanto de teórico que já escreveu sobre isso e, de fato, este não é o foco aqui neste blog.

Quero, acima de tudo, fazer um desabafo sobre avaliação.

Avaliação é como religião, cada professor tem a sua. E eu tenho a minha… Veja bem, avaliação não tem nada a ver com justiça, apesar de sempre escutarmos que fomos injustos.

Mesmo que se pense o contrário, avaliação é um processo parcial, cada professor tem seus critérios e meios pessoais de avaliar a aprendizagem de um aluno.

Notas são mais importantes que o aprendizado?

aqui vc encontra dois alunos discutindo sobre nota

Eu, por exemplo, não me incomodo com a nota do aluno, acho super secundário e praticamente impossível de dar pontos fracionários ou mecânicos para um aluno: Sr. Smith o senhor ficou com 7.1, Srta Silva a senhorita ficou com 6.9… ora… qual é a diferença entre os dois? Como eu pude avaliar isso?

Meus critérios de avaliação tem apenas 5 níveis:

1- Desista, isso não é para você (raríssimo de acontecer, normalmente nesse caso o aluno percebe e some antes de receber esse tipo de resposta da avaliação e se ele não some ele chega ao nível 2)

2- Você pode chegar a um entendimento sobre o assunto se vc se empenhar e discutir sobre suas dúvidas comigo e com seus colegas

3- Você entendeu o assunto mas precisa ser mais independente

4- Você entendeu a ponto de criar exemplos autonomamente

5- UAU! Você me surpreendeu com os acréscimos que trouxe ao curso, para mim e para seus colegas! (tão raro quanto o desista)

No entanto, é um tal de estar no nível 3 e querer que se diga que eles estão no 5… que eu andei simplificando a coisa para 3 níveis…

A – Faz mais que vc ganha um B;

B – Fez o suficiente; e

C – Obrigado por participar mais que seus colegas

A pressão diminui sobre o professor quando ele simplifica ou quando ele propõe critérios matemáticos que aparentam que existe uma máquina avaliadora externa… o aluno gosta de ver 6.9; 7.1; 8,2 é sua cultura, seu hábito, ele entende dessa forma que ele está em uma fila com gente na frente e gente atrás.

Mas, na minha opinião o que  falta é reflexão, auto-avaliação e discussão.

Na discussão ele pode refletir e avaliar, enquanto aprende, ver os erros que cometeu e aprender com eles. Chega de só elogiar e passar a mão na cabeça dos alunos, eles precisam aumentar a auto-estima sim, mas através de conquistas reflexivas e não através de elogios baratos e simplistas!

Oh… que lindo que vc fez, mostra pro papai…

Basta de paternalismo moderno! Somos seus professores e não muletas que substituem seus pais e mães! A dificuldade está aí… na instauração de um regime democrático e não paternalista.

O professor, com raras excessões e me incluo aqui, tem medo da discussão e da crítica e o Aluno, também com raras excessões, tem medo de se posicionar e ser punido por ter um posicionamento diferente do professor!

A educação criou uma geração inteira de pessoas sem opinião, sem posicionamento… escravos da opinião dos outros e lamentavelmente rebanho para o corte!

A dificuldade de avaliar na Educação está aí… dar voz, permitir a reflexão e a discussão, deixar questionar e ser questionado. Com a transformação da Educação em mercadoria o aluno acha que pode comprar aprendizagem quando ele força a barra para comprar uma nota mais alta.

E eu pergunto… quem deveria cobrar por avaliações mais corretas e notas mais reais? O aluno… mas este, acredita que o dinheiro compra tudo, até aprendizagem. E muitos professores alimentam esse pensamento pois é muito mais fácil não discutir e não fazer uma avaliação efetiva, afinal… ninguém tem mais tempo…

Read Full Post »

aqui vc encontraria uma imagem que estava em https://i2.wp.com/img50.imageshack.us/img50/6316/bubbleyz9.jpg

 
Um rapaz em uma bolha

Éramos nus e solitários, e criamos bolhas herméticas para nos proteger: 

a roupa, do ambiente 

o sapato, do chão 

a casa e as armas, dos animais 

a linguagem, da solidão e da ignorância 

a família e a sociedade, da fraqueza 

os veículos, da distância 

os remédios, das doenças 

a agricultura e a pecuária, da fome 

as leis, de nós mesmos 

a justiça, nossas leis 

o governo, nossas terras 

a guerra, nossas vontades 

o dinheiro, da miséria… 

a religião, do infinito 

as regras, do caos… 

Passamos a vida tentando nos proteger de algo, 

vivemos nos encapsulando em camadas infinitas de bolhas 

cada dia mais distantes do mundo e da realidade 

temos a desculpa de que desejamos viver mais e melhor 

Mas dentro dessas bolhas só encontramos o tédio da segurança 

E só nos sentimos vivos quando essas bolhas se rompem.

 

Rodrigo Vieira Ribeiro 

06-12-2009

Read Full Post »

%d blogueiros gostam disto: