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Você já deve ter pensado nisso… que algumas estruturas administrativas são pensadas especialmente para te sacanear.

Eu já pensei nisso e cada dia que passa eu penso confirmar a existência desta estrutura mística que sempre está criando formas e maneiras de te colocar para baixo.

Um exemplo… você não imagina que existe um grupo de pessoas que ficam pensando, lá no banco onde você tem conta, a melhor forma de te sacanear sem que o banco seja processado ou culpado de alguma coisa… eu, tenho sérios indícios que podem confirmar essa possibilidade.

Hoje eu precisava tirar R$130,00 reais no banco… 50 para fazer um pagamento e 80 para fazer um depósito… ora… resolvi que pegaria os exatos 130 reais no caixa eletrônico, pois se eu pegasse 150 eu teria que trocar…

Não é que a máquina conseguiu me sacanear? Me deu uma nota de cem mais 30 reais… e eu tive que trocar a grana na padaria… estou certo que alguém pensou nisso… olha se o cara pedir 130 dá uma de cem para ele ter que trocar!

Outra forma boa criada para te sacanear é o tal do ponto de taxi… você liga para lá e na hora que você mais precisa nunca tem um carro sequer no ponto.

Em serviços públicos tá lotado disso… se você erra um pagamento… multa, juros, o inferno a quatro… se o governo erra um pagamanento você simplesmente não pode fazer nada. (nada que não te sacaneie mais é claro… pois nem pense que entrar na justiça irá te ajudar em alguma coisa… você entra sim… mas para receber vai demorar tanto e vai custar tão caro que dependendo do valor nem compensa)

Já passei por isso…

Experimenta uma coisa… liga para um SAC qualquer com uma reclamação… os caras vão te deixar louco. Dirão que não podem fazer nada pois não tem autorização para tal.

Minha mulher já passou tanto perrengue com o SAC da Abril que é coisa que ninguém acredita se eu contar… querem que eu conte, né?

Tá… eu conto.

Nós tínhamos assinatura da Revista Recreio para as nossas crianças. Acontece, que para sacanear o assinante, a revista por assinatura faz com que o assinante, que pagou adiantado pelo privilégio de receber toda a coleção sem depender do jornaleiro, não receber as edições especiais da revista. Lançam as edições especiais e não nos enviam… algumas coisas só na banca.

Se fosse por causa de dinheiro eles podiam oferecer via boleto extra, mas não… nem avisam que vai sair a tal edição extra. Mas não é só isso… ao assinar você fica preso a eles de uma forma que só gritando no telefone do SAC que vc consegue cancelar a assinatura. É só para te sacanear mesmo!

Minha mulher reclamou sobre o assunto das edições extra e, sabe o que eles fizeram? NADA. O marketing da Abril não deve ser conectado ao Call center deles… nenhuma informação negativa é passada… talvez apenas as gravações de um cliente passando raiva para que eles possam rir durante suas reuniões de brainstormimg e criar novas formas de nos sacanear.

Call center deve ganhar prêmio por irritar mais seus clientes… só pode ser isso. Não fosse assim por que eles seriam tão negligentes, irritantes e evasivos? Qual é o interesse da empresa em irritar seus clientes? O que eles ganham com isso?

Nenhum atendente do SAC sabe resolver nada nem pode resolver nada, apenas deixar o cliente irritado.

Gente… me diz que eu tou errado dessa vez, por favor!

Agora mesmo, no carro, trazendo as crianças da escola, surgiu a conversa que transcrevo abaixo. Eliminanei os nomes citados para evitar o constrangimento de receber um processo…

- Papai, você votou em fulana? – Perguntou uma das minhas filhas.

- Votei, filha… – respondi.

- E em ciclana? – Perguntou a outra.

- Não, nessa não… – respondi

- E prá presidente? – Perguntou o meu filhote.

- Nesse eu votei em (…) – Respondi.

- Mas papai, perguntou a primeira, como é que você escolhe?

- Eu procuro algum candidato, ou candidata, que eu conheça, que seja honesto e correto. – respondi.

- Fulana é honesta e correta? Tornou ela a perguntar, todos interessadíssimos na resposta…

- Não sei filha! – respondi.

- Mas se você não sabe, como é que você votou nela? Perguntou a segunda com uma voz bem fininha.

- Por que o candidato opositor, eu sabia que não prestava e, eu não tinha opção. -respondi…

- Mas papai, a opção que você tinha era não votar em nenhum ou votar nulo… atacou a primeira.

- É verdade, mas se eu fizesse isso o outro ganhava.

- Mas se você pensava que os dois não eram corretos e honestos, como é que você escolheu? Voltou a mais velha, com apoio dos outros 3. Até a mais nova, de 5 anos, estava completamente interessada na conversa e disse: – É, papai, como é que escolhe?

- Ué, nem sempre temos a opção que desejamos, mas precisamos escolher a opção que pensamos que irá causar menos prejuízo!

- Não entendi, papai… como é que é?

Parei uns segundos pensando em usar palavras que eles entendessem… mas como? Não sabem o que é corrupção, falcatruas, nem o que é política… até que chegou a resposta:

- Filhotes, imaginem que vocês só tenham dois caminhos para escolher e que não podem parar na estrada para esperar que apareça um caminho melhor. Um caminho tem cheiro de “cocô” e o outro tem cheiro de “suvaco” qual é o que vocês escolheriam?

Suvaco ou cocô?

 

A resposta foi uníssona: – O caminho do “suvaco”!

E eles completaram rindo: – Cheiro de suvaco dá prá aguentar 4 anos, mas cheiro de cocô não!

Consegui me fazer compreendido… salvei meu dia!

Cumprindo a promessa feita no Facebook, vou comentar sobre os dois filmes que assisti no DVD no final de semana passado: “True Grit” e “Black Swan

Em português, no Brasil, esses filmes saíram, respectivamente, com os nomes de “Bravura Indômita” e “O Cisne Negro”.

Começo falando do que vi primeiro : Bravura Indômita (True Grit – 2010)

Cartaz Original

Vi neste filme mais uma excelente forma de contar histórias dos irmãos Cohen. True Grit, se traduzido, é um termo que pode querer dizer “cascalho”, “Areia Grossa” ou melhor… “aspereza” … e, se considerarmos “Grit” como verbo, seria “ friccionar” eu daria o nome à esse filme de “Casca Grossa mesmo!” mas iriam achar que é uma comédia…

O filme não tem nada de comédia, mas é mais uma visão impar dos irmãos Cohen sobre o ser humano. No filme os personagens são casca grossa, autênticos e tudo o que se diz hoje em dia de um “verdadeiro grosso”. São pessoas embrutecidas, obstinadas e dispostas a pagar o preço para cumprir seus destinos e realizar suas determinações.

Não há nesse filme a ‘habitual sordidez” dos irmãos Cohen como em “Queime antes de ler” nem a falta de esperança do “Um homem sério”. Imagino que seja por causa da mão do Produtor Executivo Steven Spielberg. Mas o filme não deixa de ser um legítimo Cohen.

Gostei demais de ver o Jeff Bridges falando prácaraio como um caçador solitário cheio de regra e do Matt Damon como um orgulhoso Texas Ranger. Ambos são excelentes caricaturas dos heróis que assistíamos nos filmes de cowboy da década de 60 e dos enlatados italianos da década de 70.

Gostei também de ver os bandidos com a absoluta estupidez que imaginamos que sejam aqueles que saíram da Guerra de Secessão sem emprego e sem capacidade de fazer outra coisa no mundo.

Um destaque para a menina, Hailee Steinfeld, que está brilhante no papel de órfã obstinada querendo vingança e justiça.

A história roda em torno da lei e dos direitos do cidadão, o que apresenta o estadunidense comum como uma pessoa exclusivamente dependente da lei e potencialmente um advogado.

Gostei muito da história e da forma de contá-la. É uma refilmagem de título homônimo que foi encenada por John Wayne em 1969. No anterior quem conta a história é o personagem Rooster Cogburn o US Marschal contratado pela menina para caçar o assassino do pai. Nessa, quem comanda e conta a história é a Menina. Diversão garantida pelos 110 minutos do filme.

Faltou no DVD uma entrevista com os diretores…

Cisne Negro - bela e aterrorizante forma de culpar a mãe!

O segundo filme do final de semana foi Black Swan, ou Cisne Negro.

Em uma palavra: UAU!

Tenso, instigante, triste e dolorido este foi um filme que fez com que a belíssima Natalie Portman merecesse o Oscar que ganhou.

Sem problemas com a tradução do título que os brasileiros não tiveram coragem de inventar uma versão(Deo Gratia) o filme é uma história também bem contada e amedrontadora.

Sempre me pergunto se uma alucinação pode ser são real como as que aparecem nos filmes ou como contam que acontece com determinadas pessoas… Não quero provar que sim nem que não, apenas penso que não acontece comigo e acho isso uma coisa ótima!

Bela Alucinógena

É claro que não é difícil ter alucinações agradáveis com a Mila Kunis, que está perfeita no papel de “quase vilã”. Por outro lado, a história demonstra a velha máxima Freudiana: A culpa é sempre da mãe!

Obviamente uma personalidade fraca sempre sucumbe à uma criação superprotetora de uma mãe frustrada e é essa, na minha visão, a mensagem principal do filme: não escutem suas mães!

Ou melhor, escutem e não lhes dê atenção…

Ou melhor ainda… Lhes dê atenção, mas evitem aceitar esse tipo de imposição psicológica.

A história também foi superhiperduper bem contada, o encadeamento de acontecimentos estimula as idéias do espectador e provoca um envolvimento com a história que faz com que soframos e vivenciemos com a protagonista tudo o que ela sofre.

Saímos com o espanto de saber que a realidade ainda é muito pior que a ficção, mas com o conforto de sabermos que é apenas uma história e não um “filme com base em fatos”. Mas pode acontecer… com qualquer filha única de mãe solteira que faça balé e seja a prima-balerina do Metropolitan Opera House.

Gostei do filme.

Ainda estou pensando nele…

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 12.000 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 4 concertos egostados para sentar essas pessoas todas.

Clique aqui para ver o relatório completo

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