Penso que essa relação do homem com Deus o seu começo foi mais simples… alguém querendo o poder e com alguns amigos muito fortes disse: Deus sou eu e se não sou eu Ele está do meu lado… o primeiro a perguntar “porque?” foi morto para provar o ponto de vista do cara… a partir daí todas as desculpas filosóficas foram criadas… quando se arruma uma patota mais forte essa patota diz que Deus deixou de apoiar o anterior… e o povo prefere engolir a ser morto…
Com a evolução da sociedade a violência explícita tende a desaparecer, mas a violência simbólica continua igual e as pessoas já nascem escutando que Deus faz isso ou aquilo por tradição…
Assim vamos trocando de Deus conforme a força do poder atual… as teologias mudam mas a dominação sobre o mas fraco não!
Não sou economista, mas penso muito sobre o assunto..e isso não me faz mais que um curioso.
Como disse George Bernard Shaw:
“Se você tem uma maçã e eu tenho uma maçã, e nós trocamos as maçãs, então você e eu ainda teremos uma maçã. Mas se você tem uma idéia e eu tenho uma idéia, e nós trocamos essas idéias, então cada um de nós terá duas idéias.”
Gosto dessa frase porque ela demonstra que o capital inerente ao conhecimento e à informação tem mais valor para a sociedade que o capital inerente aos bens de consumo e aos bens duráveis. A troca de informações e a colaboração gerariam mais recursos que a troca ou produção de produtos de consumo ou bens duráveis.
Penso que essa frase define o valor da internet.
A interação entre conhecimentos e saberes permitiria a possibilidade de uma distribuição mais ampliada de renda através da troca de expertises locais e globais e também aumentaria a possibilidade efetiva de ampliação do capital mundial ou PIB.
Esse fenômeno foi demonstrado na bolha da bolsa o final da década de 90 e depois no crescimento constante e “seguro” da NASDAQ na primeira década do séc. XXI.
Percebi que a crise de “credibilidade” americana da última década foi minimizada pela possibilidade de fluxo de informação global neste mundo altamente conectado que, na verdade, atuou como uma descarga de problemas distribuindo o prejuízo por todas as bolsas de valores e empresas de resseguro do mundo, alcançando e levando essa crise à todas as economias nacionais conectadas de alguma forma com a economia Estadunidense.
Em contrapartida os Países menos atingidos pela crise, foram aqueles que, naquele momento, estavam com seu capital mais ligado à produção de bens de consumo e bens duráveis, como o Brasil por exemplo.
Economia Global
O que eu concluo da relação Internet/Economia da Informação-conhecimento versus Economia tradicional é que a credibilidade sobre o “palpável” é menos abalável que a “credibilidade sobre as ideias trocáveis”.
No entanto, esse capítulo da história nos permitiu perceber que as relações de transparência entre governos em um mundo altamente conectado são fundamentais e que a credibilidade, em um mundo assim, é mais volátil e depende de relações confiáveis e intenções mais honestas e duradouras.
Que venha o mundo novo, mais justo e mais honesto, com informações e governos mais confiáveis!
Uma proposta e uma pergunta pessoal: Vamos trocar ideias ou maçãs?
A Renata, postou, hoje, no Facebook o seguinte artigo como incitação ou provocação:
Pesquisa pública, publicação privada texto que achei muito bom e que me fez logo tecer comentários… comentários que teci por lá, mas que penso que também merecerem um post por aqui…
O artigo trata do modelo de publicação científica, que é baseado no modelo do sistema escravagista contemporâneo, você paga, você trabalha de graça e quem recebe são os outros, e você acaba pagando novamente para ter acesso à sua própria criação… e escutamos com as mais belas faces sorridentes e doadoras de que é preciso colaborar e fazer trabalho voluntário… que os ganhos são outros… que dinheiro não é tudo…
Tá bom, dinheiro não é tudo…então me mandem mensagem me pedindo o número da minha conta e me passem todo o dinheiro que eu alivio vocês do fardo!
Cito uma parte do artigo original: “Esse sistema se revela, além do mais, muito dispendioso para a comunidade científica. O contribuinte financia uma pesquisa que o cientista publicará – muitas vezes à sua custa – em uma revista endossada por uma empresa privada, que outros pesquisadores deverão avaliar gratuitamente e que as universidades deverão, em seguida, comprar a preço de ouro. É possível dizer, com efeito, que a literatura científica custa caro. A metade do orçamento de funcionamento das bibliotecas universitárias vai embora nas assinaturas, o que prejudica imediatamente os estabelecimentos menos ricos e tem repercussões sobre as taxas de matrícula dos estudantes”
Se pensarmos bem, é um sistema que merece uma reforma urgente, pois a sociedade já mudou em parte, pelo menos nas questões do acesso, e a remuneração da informação também precisa ser revista, ou melhor, distribuída.
A outra ponta da discussão é o que teria mais valor: A fonte ou a distribuição?
Os Agentes, as Editoras e as Gravadoras dizem que é a distribuição… pois eles alcançam o grande público… mas sem uma boa fonte o público deixa de acreditar na distribuição.
Nos tempos de broadcast isso podia ser verdade, e o que a distribuidora levava ao publico era, obrigatoriamente, consumido e transformado em sucesso, por falta de opção e com raras excessões pelo valor intrinseco à fonte.
O Monopólio da distribuição dizia o que seria consumido pela sociedade e, com o tempo, essas distribuidoras passaram a se exceder na escolha do que era levado ao público gerando enorme insatisfação sem que gerasse uma real redução de consumo. Aprendemos a reclamar e a continuar pagando…
Ocorreu perda de credibidade, aliás credibilidade é a crise do início deste milênio não é?
Nos tempos de internet a lógica mudou… A fonte e a distribuição passaram a trabalhar de igual para igual, pois o volume de distribuidores e de fontes cresceu assustadoramente e continua crescendo, já que TODOS passaram a ter esse poder de criar e de distribuir.
Se não tenho boas fontes e se distribuo qualquer coisa, não tenho credibilidade. Se não tenho boas relações e se não produzo algo de novo e de interesse ou que contribua com nicho que vivo e participo não vai adiantar ter ótimos distribuidores.
Penso que atualmente os dois, distribuidor e fonte se igualaram e merecem remunerações equivalentes ou iguais.
Não bastam mais as relações economicas que foram criadas no modelo capitalista ou pelo modelo “anti-capitalista”. Muita coisa vai ter que ser estudada e um novo modelo precisa ser proposto e instituido.
A briga é feia, e muito pessoal… colabora aí para que eu ganhe um pouco mais de credibilidade? Comente!
esse povo que tem medo de perder a privacidade e seus “segredos” no Facebook, e que tem medo das pessoas que vêem e julgam seus escritos, nunca discutem o que é a verdadeira invasão, feita através de um complexo monitoramento da sua internet pelo Google e pelo Facebook, para vender para você, o que eles pensam que você quer.
Observe: É só você visitar um site de venda de tênis, de brinquedos ou de qualquer coisa que começa a aparecer na barra da direita do facebook, ou no destaque do google, um tanto de oferecimentos e propaganda de coisas “coincidentes”… aí, vc vai lá clica e compra…
Você compra e eles ganham, nada contra eles ganharem, sou contra é eles usarem minhas informações de uso para vender… e eu ainda pagar por conexão, e eles quererem controlar o que eu faço ou falo na rede.
E o povo tem medo da curiosidade dos desconhecidos ou dos vizinhos… tem medo de quem menos pode causar algum prejuízo.
Eu tenho medo, sim, muito medo, da forma que eles usam minhas informações. Hoje vivemos em uma democracia controlada… mas quanto tempo isso vai durar?
No dia que a coisa ficar pessoal, oficialmente, todos nós vamos nos sentir dentro do Processo de Kafka…
Desde que comecei a ministrar aulas no curso de Comunicação, há mais de 5 anos, eu falo para os meus alunos:
“-Em uma peça de comunicação cada elemento tem que ser previsto, premeditado, nada pode estar lá apenas por que “eu gosto”. Tudo tem mais significado do que se imagina. Se vai colocar uma música em outra língua, traduza, procure seus sentidos ocultos para não ofender ninguém nem gerar problemas prejudicando seu trabalho.”
Penso que o orgulho cega e rompe com a possibilidade de aprendizagem e crescimento pessoal e profissional.
Vou oferecer ao leitor deste blog um exemplo:
Em novembro do ano passado fizemos um Sarau Musical em comemoração ao aniversário de 6 anos da minha filha mais nova. Contratamos um casal de amigos fotógrafos que foram meus alunos, gente que gosto muito e aprecio o trabalho proposto. Pedimos que eles nos indicassem alguém para filmar o evento e gerar um documento do sarau que ficasse de memória para todos que participaram. Coisa simples, filmar mais ou menos umas 2 horas de sarau e festa e montar uma edição do show em DVD.
As fotos ficaram maravilhosas, pois esses ex-alunos tem uma boa vista e criam composições boas para esse tipo de evento.
Mas os colegas deles que foram fazer o vídeo, pelamordeDeus!
Para começar, atrasaram na entrega do material final, em vídeo, 20 dias de atraso… ou seja, levaram 50 dias para entregar.
Quando chegaram, trouxeram o que eles chamaram de “clipe dos melhores momentos” um vídeo com 6 minutos e meio, um consensando, em silêncio, com uma musiquinha que eles escolheram para ser “a” música de fundo, para um show e uma festa de 2h…
Ora, como eles, sozinhos, poderiam saber quais foram os melhores momentos? Quais foram seus critérios de seleção? Por que não nos convidaram a ver o material bruto para indicarmos os melhores momentos? Por que entregaram com tanto atraso um clipe de 6 minutos? E por que não fizeram uma edição básica do sarau (show) completo (que foi o que eu disse que era o que eu queria)?
As gravações do sarau em vídeo bruto (sem qualquer edição) vieram em 3 arquivos… o arquivo do início demonstra que ele não captou 2 ou 3 minutos de som… no segundo ele cortou uma das apresentações pela metade… que cobertura de evento é essa? Que não testa a captação do som antes de começar a gravar e que cameramam é esse que deixa a fita se acabar para trocar e perde uma parte importante do show?
Só posso pensar em amadorismo, falta de profissionalismo e irresponsabilidade… mas deixemos de lado minha opinião sobre a conduta técnica da “equipe (nico) de filmagem” vamos ao clipe de “melhores momentos”…
Era um sarau, de uma festa de 6 anos de uma menina…
Sabem a música que eles colocaram de fundo (sem licença ou sem pagar direitos autorais) ?
A nada inocente e nada infantil Maxwell’s Silver Hammer dos Beatles, se você clicar no link e for ler a tradução da letra desta música verá que ela não é nada apropriada para uma festinha de 6 anos de uma menina, nem apropriada á temática do nosso sarau: a música conta a história de um psicopata assassino que mata as suas vítimas com um martelo prateado.
Para quem não entende inglês é uma música bonitinha, parece quase infantil que o editor do vídeoclipe, dos “melhores momentos do sarau”, escolheu para trilha musical.
O que pensar disso?
Que, no mínimo, esse editor é um idiota irresponsável que nada sabe de inglês ou que ele plantou esta música no intuito de nos ofender.
Em qualquer país com uma Justiça, minimamente decente, eles receberiam um processo por danos morais, só pelo atraso, sem contar com os agravantes de aliciamento de menores, estímulo à violência e mais uma série de outras acusações cabíveis. Não é uma música de “acme ou pernalonga” a letra fala em bater com o martelo em uma cabeça até matar e deixar poças de sangue…
Para quem não conhece a música, aqui vai uma animação, nada infantil, criada especialmente para a música que está no youtube…
Eu não sou moralista, muito pelo contrário, sou libertário ao extremo, mas também não chego a ser um libertino. Quem me conhece sabe que sou um crítico duro e exigente. Não sou perfeccionista, mas acredito na crítica para conceder uma oportunidade de melhora e não acredito no elogio vazio, sem crítica: não existe trabalho perfeito e ninguém é mais criança para ter que só escutar “- Aaaah, que bonitinho, você vai longe!”.
Até as crianças conhecem e sabem sobre os limites de sua produção e sabem, também, que o desenho ou foto que fizeram não são tecnicamente os melhores. Elas reconhecem que não dominam as técnicas. E não podemos pegar pesado na crítica para não bloquear sua capacidade de expressão e sua vontade de continuar tentando. Afinal são crianças.
Mas e um adulto, um profissional pago ou um aluno de graduação?
Bem, eu espero de um adulto a vontade de escutar e a capacidade de rever seu trabalho para obter uma melhoria constante.
De um profissional pago eu espero que tenha a humildade de escutar que uma crítica de um cliente é a única real oportunidade que ele tem para prestar um serviço mais adequado aos próximos clientes e espero a honestidade de que ele devolva a grana de um trabalho mal feito ou feito “nas coxas”.
E do aluno de graduação?
Desse eu espero auto-crítica e seriedade de propósito. Que ele chegue até mim com todos os defeitos que ele enxergou apontados e descritos e as possíveis soluções para que, o próximo trabalho seja melhor elaborado.
Mas esses cidadãos da filmagem não são, nem foram meus alunos. Foram considerados profissionais pagos, péssimos profissionais. Paguei e levei prejuízo.
Hoje, ao chegarem as estatísticas deste blog oferecidas pelos duendes do WordPress, me dei conta de que postei muito pouco por aqui em 2012. No entanto, tendo apenas 4 postagens durante o ano fui visitado cerca de 11mil vezes… mas não me iludo, obviamente mais da metade disso devem ser originárias de robôs de busca e tentativa de spam…
Mas senti isso como um alerta, tenho usado demais o Facebook e postado muito mais por lá do que por aqui.
A minha atitude com meus blogs talvez demonstrem alguma coisa importante…
Um blogueiro não tem satisfação em apenas publicar, ele precisa do comentário, da crítica e do debate. Bom… pelo que tenho visto, da crítica não, e o debate também só serve se o blogueiro for elogiadíssimo e for um debate de quem acha mais coisas geniais na escrita do blogueiro… mas posso estar enganado.
Eu não sou assim… preciso do comentário, da crítica e do debate. Eu provoco… eu gosto de receber retorno nas minhas provocações.
O que eu percebi neste último período é que o Facebook me dá resposta mais imediata, e lá eu posso caçar outros para perturbar e gerar discussões acaloradas.
Nos últimos 8 anos que tenho blogado e postado na rede, passei por diversos serviços de blog e por redes diferentes, participo de vários grupos de discussão, listas de e-mail e redes pessoais. Criei muitas redes de aprendizagem com meus alunos em muitos serviços que me deixaram na mão com o tempo. Serviços ótimos que foram descontinuados e me fizeram perder histórico de portifólio e discussões interessantíssimas (pelo menos para mim…).
Minha primeira perda significativa, e decepção, foi com o Ning, que deixou de ser gratuito e me obrigou a fechar 3 comunidades que eu tinha lá, a mais usada com meus alunos era a “Cibercultura, Midias Locais e Mídias Globais” que eu usei no curso de comunicação para lecionar duas disciplinas que exigiam prática e contato com a rede e com as suas possibilidades para a comunicação, publicidade e propaganda. Outra comunidade que perdi foi a que criei com a dona da Escola Doce Infância, onde minhas crianças estudavam, essa comunidade Ning mantinha um registro de produção das crianças em sua aprendizagem e ao deixar de ser gratuita, perdeu muitos recursos que para serem adicionados à rede tiveram custos proibitivos e finalmente a terceira perda, se não a maior, foi a comunidade Ning que criei para a minha pesquisa de mestrado, foi uma comunidade intitulada Radio Jovempam – da Escola Municipal Professor Amilcar Martins (EMPAM – BH) era uma comunidade que serviu para armazenar os podcasts dos jovens que participaram comigo da pesquisa. Com a mudança de política do NING eu ainda paguei o primeiro ano mas eles foram restringindo o espaço e retiraram as features de vídeo e audio que eram as únicas que me interessavam na rede.
Assim, perdi 5 anos de trabalho na rede e de um portifólio rico e diversificado de trabalho educacional na Educação Infantil, no Ensino Fundamental e no Ensino Superior.
Depois, este ano, fechou o Multiply, este era meu blog mais antigo que tive que migrar para o blogspot, mas perdi a rede de amigos que frequentavam e me davam audiência e assunto para discussão. Os dados foram preservados mas as relações se perderam, o que perdi em todas elas foi principalmente minhas conexões ligadas por algum interesse comum.
Hoje o Facebook está na moda, tenho postado muito por lá, mas não sei até quando o serviço existirá, nem se o histórico da minha timeline será preservado…Penso que em comparação com os serviços originais e gratuitos do Ning o Facebook não chega aos pés, e com o formato de interação do Multiply tb deixa muito a desejar. O facebook é fastfood… postagens curtas, discussões efêmeras, temporárias. Assim também são as relações no FB.
Bloqueia-se, limita-se e perdem-se contatos por meras e frívolas discordâncias.
Mas no dia que outro serviço tomar o lugar do FB, tudo estará perdido novamente… outro fim de mundo.
A rede tem que mudar, os serviços não podem depender de uma empresa ou de uma determinada pessoa. Os espaços individuais precisam se tornar serviços e as redes precisam ser pessoais, não mais um espaço de uma empresa que ganha com a nossa presença, com custos e necessidades de ganhos de capital.
Redes P2P
Como antigamente, que as redes eram feitas e registradas por cartas, que eram guardadas por pessoas em suas casas, a nova rede eletrônica deverá ser seus custos shareados por governos e pessoas que guardarão seus próprios dados e os divulgarão e debaterão com quem acharem que forme a sua rede. Sem centralizações ou controle. Controle individual e trabalho de wiki, custos divididos e ganhos divididos. Tudo isso em uma rede P2P onde controle será seu e não dos outros…
Hora também de começar a pensar na remuneração da colaboração de todos e não apenas centralizar e lucrar com a participação de pessoas em seus espaços que serão fechados por falta de uso ou por falta de ganhos financeiros. Penso que o tempo da audiência acabou, agora é o tempo da participação no todo, no bolo… todos contribuem e todos ganham e ninguém mais ficará assistindo.
Sempre foi e sempre será uma coisa pessoal, é você quem é o maior interessado no que diz e é você quem tem que cuidar do que publica e receber por isso.
Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.
Aqui está um resumo:
600 pessoas chegaram ao topo do Monte Everest em 2012. Este blog tem cerca de 11.000 visualizações em 2012. Se cada pessoa que chegou ao topo do Monte Everest visitasse este blog, levaria 18 anos para ter este tanto de visitação.