Todas as manhãs, quando vou levar minhas crianças na escola ligo o rádio do carro e escuto um programa jornalístico na FM JOVEM PAN, não porque eu gosto da rádio e sim porque onde eu moro só tem essa rádio com um programa jornalístico aceitável.
Sempre lamento muito a perda de tempo jornalístico com informações inúteis, para mim, sobre o trânsito de São Paulo e sobre o tempo em umas poucas capitais brasileiras. Ora, esse tipo de notícia é para ser dada pelo noticiário local e não na rede nacional. Para mim isso é mais que óbvio.
Lamento que outras emissoras, inclusive de TV, procedam da mesma forma, usando as transmissões nacionais para falar de crimes, trânsito e tempo de capitais como SP ou RJ, ocupando o tempo precioso do noticiário nacional com assuntos locais de capitais distantes.
ALOUÔ! Vai falar do lixo local, fala em noticiário local, não me interessa saber sobre o traficante do morro tal na favela qual do Rio ou de São Paulo.
Aqui onde moro também tem crimes e eles não saem no noticiário nacional… não me interessa de forma alguma esse tipo de notícia que toma 10 a 15 minutos do tempo de todos nós.
Mas o que me irrita mesmo no noticiário nacional da JOVEM PAN são exclusivamente 2 coisas…
A primeira, mais antiga e mais irritante é a vinheta do programa Pânico. Nada contra o programa, até é um momento interessante de descontração dos locutores que o povo assiste como reality show. Mas a vinheta é a mesma há pelo menos 2 anos!
Será que eles não tem criatividade para mudar uma vinheta de um programa ou não tem dinheiro para gravar uma nova? Um verdadeiro saco! Dois dedões para baixo para a repetição interminável de vinhetas irritantes pela programação! Mudem essa MERDA logo!
A outra coisa irritante são os blocos de pseudo-protesto da rádio, sempre com argumentação imbecilizante e pobre, como se estivesse lá apenas para gastar o tempo disponível do noticiário. O pseudo-protesto que está sendo veiculado agora é contra o programa “A VOZ DO BRASIL”.
Brigam contra a obrigatoriedade do programa, e usam os argumentos mais pobres que se pode usar… comparam o programa à propaganda nazista, sem no entanto terem argumentos que os permitam fazer essa comparação, já que a propaganda nazista tinha um objetivo muito diferente e foi um recurso de um governo totalitário de alcançar seu público.
Ora, o cara pode falar o que ele quiser no veículo dele, concordo, liberdade de expressão é o que todos nós desejamos, mas fazer críticas baratas que imbecilizam o adolescente que pode estar escutando o rádio é quase o mesmo que usar o veículo como recurso totalitarista de governo, mesmas armas, mesmos formatos.
Considero “A VOZ DO BRASIL” como um excelente veículo de informação e acima de tudo, um veículo capaz de apresentar diariamente a versão das coisas que são feitas lá no planalto central.
Se o povo escutasse mais “A VOZ DO BRASIL” talvez soubesse escolher melhor na hora de votar.
Diariamente poemos ouvir o que os nossos políticos dizem nas plenárias, escutamos sobre as decisões do Supremo, sobre os programas sociais do governo e muito mais.
O argumento do rádio contra o programa “A VOZ DO BRASIL” é que existe informação em todos os lugares, nas rádios, nas TVs e na internet. No entanto, menos de 1/4 da população brasileira tem acesso à internet. Os noticiários dos veículos de massa só transmitem notícias inúteis sobre violência, desgraças e trânsito nas capitais onde estão suas sedes esquecendo que existe um Brasil imenso que precisa saber sobre as ações do Governo, da Câmara e do Senado e finalmente do Judiciário.
Se me perguntarem… voto pela continuação da obrigatoriedade da “A VOZ DO BRASIL”, pois quem sabe que é útil ou precisa ouvir as notícias sobre os Três Poderes tem neste programa a garantia de saber o que acontece. É um recurso de utilidade pública e de formação de cidadania.
Se me perguntarem… voto por uma lei de mídia que exija que as grandes redes tenham noticiários locais e que empreguem jornalistas locais em quantidade suficiente para cobrir as questões locais com qualidade e utilidade. Que essa lei de mídia contemple a formação de comissões locais de ética e de observação da imprensa com representantes da população, do governo e dos órgãos de classe. Comissões que atuem e autuem os abusos e descasos, e principalmente os factóides irresponsáveis.
Se me perguntarem… que seja limitado o número de repetições de vinhetas e que elas tenham prazo de validade como os enlatados do supermercado.
Mas ninguém me perguntou né? Quando me perguntarem eu digo!
Abraços












